quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Sobre a chuva, e outras anedotas escolares

Está na enciclopédia Barsa, referindo-se à Cingapura:

“O clima equatorial caracteriza-se por temperaturas superiores aos 25°C durante todo o ano. As chuvas abundantes se distribuem por todas as estações. As maiores precipitações ocorrem de dezembro a março (monção do nordeste) e de maio a setembro (noção do sul) (...)”

Portanto eu imagino que o clima cingalês se aproxima muito ao do norte do Brasil, em cidades como Belém ou Manaus, as principais capitais da Amazônia. É lógico que é um chute porque eu, do alto da minha experiência de blogueiro-amador-que-nunca-saiu-do-estado-em-que-vive, nunca estive no norte. Mas meus conhecimentos sobre geografia são suficientes para entender que climas equatoriais são caracterizados por grande volume de chuva, bem distribuídas durante todo ano: em bom português isso quer dizer que chove praticamente todos os dias nessas regiões.

Daí partem histórias folclóricas disseminadas aqui embaixo, no sul-sudeste do Brasil. Alguns professores contam às turmas que na região amazônica a noção de tempo (cronológico) está intimamente relacionada ao clima, à chuva que cai diariamente e quase sempre na mesma hora. É dessa regularidade pluviométrica que nasceu uma espécie de relógio informal, que se baseia na chuva, e que inspirou uma anedota de um antigo professor do ensino médio. Segundo ele, localizar-se cronologicamente em função da água que cai regularmente é comum em algumas localidades do norte brasileiro e ouvir o diálogo que segue não é improvável entre os nativos da região:

- Apareça lá em casa mais tarde!
- Que horas?
- Ah, pode ser depois da chuva...

E, segundo viajantes e pessoas naturais da região com as quais já conversei, a coisa não falha: todos os dias são muito quentes, muito úmidos, com um mormaço incômodo que vira uma chuva caudalosa no fim da tarde.

Portanto, essa parece ser a salvação da corrida monótona que se desenha domingo próximo. Ao que parece, São Pedro enviará algumas nuvens à ilha-cidade-estado asiática. A previsão para domingo é de 40% de chances de chuva na hora da corrida. Aí sim a prova passa a prometer fortes emoções e a gente vai descobrir se chuva e iluminação artificial combinam ou não.

3 comentários:

Paulo Maeda™ disse...

Primeira corrida noturna da F1 e com chuva? Tá ficando interessante essa história hein.

Chove!Chove!Chove!

Heitor Riguette Machado disse...

Se chovesse ia ser realmente emocionante.

Felipão disse...

Também fiquei com essa impressão, Fábio, quanto ao clima...

e trata-se de um país localizado na mesma ilha da Malásia... Por conhecimento das corridas desenvolvidas lá, pode ser que ocorram várias mudanças no clima...

Abração