
segunda-feira, 30 de junho de 2008
Especulações S.A.

Vídeo da Semana
Domingo atrasado a sorte decidiu o Grande Prêmio da França de Fórmula-1 a favor de Felipe Massa. Faltando pouco mais de 30 voltas para o final, o líder Kimi Raikkonen teve um problema com o escapamento de sua Ferrari e o brasileiro seguiu tranquilo rumo a vitória. Algo muito parecido com um episódio ocorrido no GP Espanha de 2001.
Aquela era a 5ª etapa de um ano que já tinha pinta de Ferrari e de Schumacher. A corrida em sí foi monótona: Schumacher largou na pole e manteve a posição enquanto Mika Hakkinen era o 2º. Barrichello, o 3º, não ameaçou a posição do finlandês em nenhum momento da prova. As coisas só mudaram na volta 50. A McLaren alterou a estratégia de pit stops de Hakkinen deixando na pista por mais tempo. A opção por uma segunda "perna" mais longa foi acertada. Enquanto Schumacher, ja reabastecido e com tanque cheio, fazia voltas lentas, Hakkinen voava na pista de Barcelona. Quando Mika fez sua parada e voltou a pista já era líder.
Hakkinen acelerava rumo a vitória. Schumacher, com problemas em sua Ferrari, ja estava mais de 30 segundos atrás do finlandês e não o ameçava mais. Mais aquele 29 de abril não era o dia de Hakkinen. O bicampeão, ainda sem pontos àquela altura do campeonato, sofreu um dos lances de maior falta de sorte da história da F-1. Na 65ª e última volta do Grande Prêmio da Espanha, Mika Hakkinen bisonhamente vai ecostando sua McLaren. Inacreditavelmente Hakkinen abandona a corrida, na última volta, para perplexidade dos espectadores. A estrela do campeão Michael Schumacher brilha mais uma vez e o alemão vence a corrida. Schumi, porém, nem comemorou a vitória mais inesperada de sua carreira.
domingo, 29 de junho de 2008
Especial de Domingo
No ano passado a inglesa McLaren apresentou sua nova dupla de pilotos. Chegava a equipe, trazendo consigo o número 1, o bicampeão Fernando Alonso, encarregado de levar o time de volta ao topo da F-1. O outro integrante era um inglês, Lewis Hamilton, um garoto de impressionante velocidade nas categoria anteriores a Fórmula-1, festejado como a nova esperança britânica nas pistas.
Na McLaren do início do ano passado ninguém podia imaginar Hamilton andando mais que Alonso ou disputando vitória com o espanhol. O que se esperava era que Ron Dennis utilizasse a tática inteligente, a de definir com clareza a hierarquia dentro da equipe. Mas Dennis preferiu a burra estratégia da igualdade e deu aos dois pilotos condições iguais na pista. O que poderia ser uma cordial relação de apredizado descambou para uma explosão de ira do espanhol. Alonso, que esperava ser tratado como um reizinho, se ressentiu, estourou um escândalo de espionagem e a McLaren se perdeu em sua briga interna, entregando um título garantido ao azarão Kimi Raikkonen.
Na Williams de 86 uma situação parecida: Mansell era um piloto que, embora não fosse novato na F-1 como Hamilton, carregava a esperança da torcida inglesa nas costas. Rápido, arrojado e destemido, Mansell era capaz de fazer uma façanha monumental no começo da corrida mas perdê-la por acenar para a torcida na última volta, e se desconcentrar. Apesar de tudo era o que a Inglaterra, o país mais tradicional no automobilismo mundial, tinha de melhor na F-1. Como companheiro do inglês Mansell na inglesa Williams, Nelson Piquet (assim como Alonso na McLaren em 2007, bicampeão), era o piloto contratado a peso de ouro para ser o guia da equipe rumo a novas conquistas no campeonato. Tinha na gaveta um contrato que lhe garantia as “mordomias” de 1º piloto do time de Frank Williams. Mas...
Piquet não contava com o acidente de carro sofrido pelo chefão Frank. Sem o dono dando as cartas na casa, Patrick Head comandava a equipe e parecia não estar muito sintonizado com Piquet. Head não teve pulso nem para controlar a situação de litígio da dupla de pilotos nem para corrigir o comportamento dos mecânicos (ingleses), que claramente preferiam trabalhar para que Mansell fosse campeão ao invés de Piquet. Entre brigas internas e a agonia de Frank no hospital, a favorita Williams entregava o título ao azarão Alain Prost, da McLaren.
Avance no tempo, e chegue a 2007. Hamilton aparece na F-1 como o novato-sensação. Venceu quatro corridas, duas delas como um veterano: segurou Alonso durante todas as 73 voltas em Indianápolis e guiou como um campeão no encharcado circuito de Fuji. O garoto conquistou o coração da equipe e do patrão, que começou a dar sinais de que preferia o novato. Mas quando Hamilton se viu pressionado e obrigado a vencer para levar a taça, cometeu erros, arriscou corridas confortáveis e jogou o campeonato fora.
Em 1987, na Williams, Piquet não estava disposto a brincar de gato e rato com Mansell. Sabendo que o rival copiava os seus acertos, Piquet passou a não revela-los à equipe. Apenas seus mecânicos mais chegados ficavam sabendo das configurações do carro. Mansell, inexperiente e mau acertador de carros, teria de se virar para dar uma condição rápida ao carro. Nelson também agiu no terreno psicológico: para tirar Mansell do sério, Piquet se valeu da fraca força mental de Nigel. Chamava a esposa do bigodudo de “a mais feia do paddock” e sempre tinha um comentário ácido para as situações em que Mansell não completava as corridas. Não se sabe com certeza se foi por conta das anedotas agressivas de Piquet, mas naquele ano o brasileiro sagrou-se tricampeão de Fórmula-1, enquanto Mansell teve que se contentar com o vice.
20 anos depois, em 2007, Alonso se valeu de artimanhas parecidas para tentar fazer o campeonato pender para o seu lado: sabendo que Hamilton não tinha grande experiência em desenvolver o carro e que o inglês copiava o seu acerto, Alonso não mais permitia que suas configurações fossem passadas a Hamilton. O espanhol, porém não conseguiu levar a taça em 2007 e não teve clima para permanecer na McLaren no ano seguinte. Depois que o chefe Ron Dennis disse que “a equipe correu contra Alonso”, o bicampeão achou melhor arrumar as malas e voltar para a Renault. Talvez esse seja o único ponto onde as histórias não se equivalem: enquanto Piquet se despediu da Williams como campeão em 1987, Alonso saiu da McLaren em 2007 sem nada a comemorar.
sexta-feira, 27 de junho de 2008
Medo do frio
Eu estou com os pilotos. Nem tanto pela questão da segurança, mas pela insistência da FIA em aplicar meios artificiais para tentar recuperar a "emoção" durante as corridas. Pegue como exemplo os treinos classificatórios de sábado. No atual modelo a pole perdeu totalemente o sentido. A volta, que deveria ser a mais rápida do fim de semana, não é, nem de longe, a melhor do dia. Os carros vão para o tal "Q3" com o combustível para a largada do dia seguinte. E eu pergunto: Ferrari e Mclaren deixaram de dominar as primeiras posições por causa dessa regra ridícula?
O que impede as ultrapassagens na F-1 hoje é a imensa carga aerodinâmica que os carros carregam e não é a falta de um cobertor que vai mudar isso.
Detalhes tão pequenos...
Que tal hein? Um detalhezinho miúdo desses causar um acidente sério como o do Kova. Chega a ser assustador.
Ainda não viu o acidente do Kova em Barcelona? Ta aí o vídeo:
quinta-feira, 26 de junho de 2008
1, 2, 3, Testando (agora em Silverstone)
Hamilton conseguiu pôr a McLaren muito a frente de sua principal rival, a Ferrari. Pela escuderia italiana Kimi Raikkonen marcou hoje o 3º tempo, 1m20s321. A diferença foi de quase 1,2s. É muita coisa.
E vale a nota: 10 mil pessoas foram a Silverstone assistir aos treinos. Em um dia de semana! A demonstração de apoio da torcida deixou Hamilton otimista. E olhe que o "prodígio" inglês ainda não ganhou em casa.
Testes de Quinta em Silverstone:
1. Lewis Hamilton - McLaren - 1min19s170
2. Timo Glock - Toyota - 1min19s815
3. Kimi Raikkonen - Ferrari - 1min20s321
4. Fernando Alonso - Renault - 1min20s862
5. Nick Heidfeld - BMW - 1min21s011
6. Kazuki Nakajima - Williams - 1min21s059
7. Adrian Sutil - Force India - 1min21s331
8. Rubens Barrichello - Honda - 1min21s344
9. Sebastien Bourdais - STR - 1min21s432
10. David Coulthard - RBR - 1min22s232
Notinhas dos treinos:
- Hamilton botou um temporal sobre Raikkonen. Aliás, a Ferrari (que dominou a terça-feira com Massa), ficou atrás até da Toyota de Timo Glock;
- Olha a Force India abandonando a última posição. Boa surpresa;
- E a RBR tomando tempo até da equipe "irmã". Coulthard ficou com a lanterna;
- Mas há um fato importante a ser considerado: treino é treino, jogo é jogo. Respostas definitivas só dia 6 de julho.
2009 vem aí...
Entre as outras mudanças, estão:
- O GP Turquia volta a ser disputado em agosto. Esse ano a F-1 experimentou correr em Istambul no início do ano, mas as baixas temperaturas da primavera turca dificultaram a apresentação do carros;
- Magny Cours, que todo ano sofre ameaças, continua ano que vem. Na verdade continua até 2010, pelo menos;
- Alemanha, obedecendo ao rodízio de circuitos, terá seu GP disputado em Nürburgring;
- Também com rodízio, o GP Japão volta a Suzuka (graças a Deus!);
- E o GP Brasil deixa de ser o último do ano. A corrida dos Emirados passa a encerrar o ano e a prova em Interlagos será a penúltima;
Na real
Com uma postura lúcida esse garoto vai conquistando mais e mais fãs.
Modestia faz bem
E Kubica não foi o único que analisou friamente a situação depois do GP França. Felipe Massa, o vencedor da prova e novo líder do campeonato, deu um banho de água fria em quem já se animava em proclamá-lo o novo Senna: disse que era apenas "pequenininho" perto de Ayrton e dos outros campeões tupiniquins (Emerson Fittipaldi e Nelson Piquet).
Aliás, Massa parece não criar sob sí a obrigação de ser o novo Senna (uma cobrança infantil de uma torcida cruel, que morre de amores quando enxerga êxito e cai de pau ao menor deslize). Essa cobrança talvez tenha sido o maior motivo para o insucesso de Rubens Barrichello. Barrica vestiu a fantasia que lhe ofereceram e o resultado está aí: ridicularizado por 9 entre 10 brasileiros, Barrichello amarga a passagem apagada por uma equipe nada competitiva. Massa, ao contrário, parece lidar bem com a traiçoeira torcida brasileira.
E Felipe, aliás, deve tomar cuidado com a fome global por um novo ídolo automobilístico. Na edição de segunda-feira, o Globo Esporte já esparramou Tema da Vitória pra todo lado e festejou "o primeiro brasileiro a liderar o mundial desde Senna". Alguém tem que lembrar ao Tino Marcos que o campeonato ainda não chegou nem a metade e que manter o ritmo de agora até Interlagos, última prova do ano, é o mais difícil. Deixem as matérias regadas a Tema da Vitória e lágrimas para quando o menino (se Deus quiser) for campeão.
Metendo a mão
É bom que se diga que é através desse dinheiro que a FIA se sustenta e organiza o mundial. Mas
justamente em tempos de cortes de custos a federação aparece com um aumento desse tamanho para as equipes! Ferraris, McLaren, Renaults e outras equipes com amplo capital aguentam o tranco numa boa. Mas e uma Force India da vida, como fica? Será que o recente exemplo da Super Aguri (que perdeu o apoio financeiro da Honda e foi obrigada a se retirar do mundial da F-1) não é suficiente?
Política e finanças andam ocupando um espaço muito grande na F-1. Nem parece que tratamos de um esporte, e sim de uma empresa.
quarta-feira, 25 de junho de 2008
Esclarecendo...
Por hora, aquele abraço
segunda-feira, 23 de junho de 2008
Vídeo da Semana
Grande Prêmio do Brasil 2006. Última corrida de Schumacher, decisão do título, vitória de um brasileiro ...na certa uma das melhores corridas da década.
Mas o assunto do post é Michael Schumacher. No GP Brasil daquele ano o alemão encerrou a carreira em grande estilo. Não se trata de defender ou puxar a sardinha para o lado de Micahel. Depois de um começo decepcionante, Schumacher deu swow no autódromo de Interlagos.
Largou em 10º, e logo nas primeiras voltas teve o pneu furado numa disputa de posição com Fisichella. Foi aos boxes e voltou à pista em último, quase uma volta atrás do líder, Felipe Massa. O campeonato naquele momento estava acabado, Alonso era enfim o campeão. Sem ter mais com o que se preocupar, Schumacher decidiu se divertir em sua despedida.
Fez 13 ultrapassagens diretas, na pista. Claro, estar em uma Ferrari, o melhor carro daquele fim de temporada, ajuda nesses casos. E estar em Interlagos também. A pista paulista é um primor para quem tem um bom carro e precisa fazer uma corrida de recuperação: retas, curvas de alta e de baixa, subidas, descidas e um miolo travado, tudo contrubuiu para o espetáculo de Michael. A ultrapassagem do vídeo acima foi a última realizada por Schumacher.
O oponente no vídeo é Kimi Raikkonen, o sujeito que substituiu o alemão na Ferrari. Kimi, de McLaren, até que tenta, mas não consegue escapar de Schumacher. O alemão, talvez um pouco impaciente, tenta resolver a disputa na marra, um pouco antes da área conhecida como "junção". Acaba perdendo o traçado ideal e deixa Raikkonen escapar um pouco. Mas na volta seguinte o ferrarista ja está de novo na cola da McLaren e prepara o bote pra cima de Kimi. Na subida da reta dos boxes, Schumacher se aproxima muito de Raikkonen. O finlandês percebe a aproximação e "oferece" a linha de fora do "S" do Senna para o heptacampeão. Mas Schumacher enfia a Ferrari por dentro, retarda a freada ao máximo e realiza sua última tacada de mestre na Fórmula-1. A manobra arrancou aplausos da torcida nas arquibancadas de Interlagos.
Ah, depois de estar em último, Schumacher terminou a corrida (que teve Massa como vencedor) em 4º.
A cueca do Massa

Muito barulho por (quase) nada
O sonho de Ecclestone é conseguir organizar o GP França nas ruas de Paris. Mas Bernie não conseguiu costurar os acordos para a realização da corrida na capital francesa para 2009. Portanto, para não deixar a França sem uma etapa da Fórmula-1, Ecclestone preferiu permitir a corrida em Magny-Cours (com todos as limitações de uma área interiorana) por mais um ano.
Ou alguém aí acha que o tio Bernie iria deixar um país como a França sem um GP?
domingo, 22 de junho de 2008
Tabela 2008, após 8 etapas
01
Felipe Massa
Ferrari
01h31m50s245
02
Kimi Raikkonen
Ferrari
+00m17s984
03
Jarno Trulli
Toyota
+00m28s250
04
Heikki Kovalainen
Mclaren-Mercedes
+00m28s292
05
Robert Kubica
Bmw Sauber
+00m30s512
06
Mark Webber
Red Bull
+00m40s304
07
Nelsinho Piquet
Renault
+00m41s033
08
Fernando Alonso
Renault
+00m43s372
09
David Coulthard
Red Bull
+00m51s072
10
Lewis Hamilton
Mclaren-Mercedes
+00m54s521
11
Timo Glock
Toyota
+00m57s738
12
Sebastian Vettel
Toro Rosso
+00m58s065
13
Nick Heidfeld
Bmw Sauber
+01m02s079
14
Rubens Barrichello
Honda
+1 volta
15
Kazuki Nakajima
Williams
+1 volta
16
Nico Rosberg
Williams
+1 volta
17
Sebastien Bourdais
Toro Rosso
+1 volta
18
Giancarlo Fisichella
Force India
+1 volta
19
Adrian Sutil
Force India
+1 volta
20
Jenson Button
Honda
+54 voltas
Classificação Geral de Pilotos, após 8 etapas:
01 - Felipe Massa (Ferrari) - 48
02 - Robert Kubica (BMW) - 46
03 - Kimi Raikkonen (Ferrari) - 43
04 - Lewis Hamilton (McLaren) - 38
05 - Nick Heidfeld (BMW) - 28
06 - Heikki Kovalainen (McLaren) - 20
07 - Jarno Trulli (Toyota) - 18
08 - Mark Webber (RBR) - 18
09 - Fernando Alonso (Renault) - 10
10 - Nico Rosberg (Williams) - 8
11 - Kazuki Nakajima (Williams) - 7
12 - David Coulthard (RBR) - 6
13 - Timo Glock (Toyota) - 5
14 - Sebastian Vettel (STR) - 5
15 - Rubens Barrichello (Honda) - 5
16 - Jenson Button (Honda) - 3
17 - Nelsinho Piquet (Renault) - 2
18 - Sebastien Bourdais (STR) - 2
19 - Giancarlo Fisichella (Force India) - 0
20 - Takuma Sato (Super Aguri) - 0
21 - Anthony Davidson (Super Aguri0 - 0
22 - Adrian Sutil (Force India) - 0
Classificação Geral de Equipes, após 8 etapas:
01 - Ferrari - 91
02 - Bmw Sauber - 74
03 - Mclaren-Mercedes - 58
04 - Red Bull - 24
05 - Toyota - 23
06 - Williams - 15
07 - Renault - 12
08 - Honda - 8
09 - Toro Rosso - 7
10 - Force India - 0
11 - Super Aguri - 0
França - Results & Coments [11]
A sorte (ou a falta dela) foi, no final da contas, a grande variável do Grande Prêmio da França. Muita gente foi providencialmente beneficiada pelas punições aplicadas a Kovalainen, Hamilton e Rosberg. E a disputa pela dianteira da corrida e do campeonato não teria os mesmos contornos sem a ajuda do acaso.
Desde ontem pequenos detalhes têm feito a diferença em Magny-Cours. A pole, por exemplo, foi decidida por míseros 41 milésimos. E hoje na hora da corrida a sorte sorriu para Felipe Massa. No princípio da prova ela parecia não estar muito de bem com o brasileiro. Quando Raikkonen foi aos boxes fazer sua 1ª parada, Massa teria que aproveitar a pista livre e andar rápido para tentar ultrapassar o finlandês. Mas o tráfego intenso o atrapalhou e quando os dois ferraristas terminaram seus trabalhos de pit, Raikkonen estava com uma distância ainda mais confortável do que antes das paradas. Com 6 segundos de vantagem, Raikkonen parecia caminhar tranquilamente para a vitória.

Mais a sorte resolver interferir no resultado da corrida. Logo ela, que já foi responsável por inacreditáveis fiascos na carreira de Kimi e que começou a andar do lado do campeão após sua ida para a Ferrari. A tal sorte traiu Raikkonen outra vez hoje, após um longo tempo de relacionamento estável. Quando a corrida passava da metade, a Ferrari de número 1 começa a girar cerca de 2 segundos mais lentos por volta, graças a um problema no escapamento do bólido. Em questão de 3 voltas Raikkonen vê seu maior rival na briga pelo título se aproximar perigosamente. Tratava-se de Felipe Massa, seu parceiro de equipe. Sem ter como resistir, Raikkonen é ultrapassado por Massa na volta 39. A sorte consumava sua vontade.

--
No balanço do fim de semana quem mais saiu no lucro foi Felipe Massa. Quando ninguém acreditava que o brasileiro pudesse reagir, a sorte (sempre ela) lhe sorriu. No resultado individual da prova é possível dizer com alguma segurança que o problema no carro de Raikkonen foi fundamental para a vitória de Massa. Com metade da corrida realizada, Raikkonen tinha uma vantagem absolutamente segura para controlar a corrida até surgir o problema que deu a 1ª posição a Massa. Mas quem disse que a sorte não faz parte do jogo?


França - Results & Coments [10]
Trulli completou o mais italiano dos pódios até agora. Além da dobradinha da Ferrari, a festa do champagne em Magny-Cours teve a presença do piloto da terra da bota, que desde 2005 não participava da premiação. Trulli vem fazendo uma corajosa temporada, sempre beliscando os pontos com a Toyota. Depois de passagens apagadas por Renault e Jordan, Trulli enfim parece ter se encontrado na equipe nipônica.
França - Results & Coments [9]
Apagado. Assim pode ser traduzido o desempenho da BMW durante o fim de semana em Magny-Cours. Os alemães não se entenderam com a pista francesa e saíram da França com modestos 4 pontos no campeonato de construtores, todos garantidos pelo 5º lugar de Robert Kubica, que abandonou a liderança do campeonato. Depois de largar bem e ultrapassar Alonso, Kubica foi cortado pelo espanhol ainda na 1ª volta. Voltou ao 5º posto e dele não saiu mais.
Heidfeld teve (mais) um fim de semana para esquecer. Mal na classificação, péssimo na corrida, ficou longe da zona de pontuação. As dificuldades do alemão em se adaptar ao carro já deveriam ter sido sanadas, afinal passamos da 8ª etapa do mundial. Nick sofre para tentar acompanhar Kubica e os boatos de que Alonso o substituiria em 2009 começam a ganhar corpo.

Para a realidade da equipe a corrida da França demonstrou a verdade do campeonato. A BMW não tem carro para concorrer com a McLaren e muito menos com a Ferrari. Para as próximas três etapas do mundial (Silverstone, Hockenheim e Hungaroring) os prognósticos são os mesmos.
França - Results & Coments [8]


sábado, 21 de junho de 2008
França - Results & Coments [7]


1
K. Raikkonen (FIN)
Ferrari
1m16s449
F. Massa (BRA)
Ferrari
1m16s490
F. Alonso (ESP)
Renault
1m16s840
J. Trulli (ITA)
Toyota
1m16s920
R. Kubica (POL)
BMW Sauber
1m17s037
M. Webber (AUS)
RBR
1m17s233
D. Coulthard (ESC)
RBR
1m17s426
T. Glock (ALE)
Toyota
1m17s596
N. Piquet (BRA)
Renault
1m15s770
N. Heidfeld (ALE)
BMW Sauber
1m15s786
S. Vettel (ALE)
STR
1m15s816
L. Hamilton (ING)
McLaren
1m16s693 (punido)
S. Bourdais (FRA)
STR
1m16s045
K. Nakajima (JAP)
Williams
1m16s243
J. Button (ING)
Honda
1m16s306
R. Barrichello (BRA)
Honda
1m16s330
G. Fisichella (ITA)
Force India
1m16s971
A. Sutil (ALE)
Force India
1m17s053
França - Results & Coments [6]


França - Results & Coments [5]

Vale o comentário: Toyota e Honda são duas montadoras japonesas, concorrentes no mercado automotivo mundial e grandes oponentes nesse ramo. Se levarmos em consideração o resultado da disputa nas pistas de F-1, a Honda leva uma vergonhosa lavada.
França - Results & Coments [4]

França - Results & Coments [3]
Já está sendo constrangedor o desempenho da Honda nas classificações. Button larga em 16º e Barrichello em 17º (e olhe que eles fram beneficiados pela punição de Nico Rosberg).

França - Results & Coments [2]

Talvez a corrida de amanhã seja a chance de Hamilton dar a resposta aos que duvidam de sua capacidade de reagir em situações adversas. É a hora de o inglês responder na prática e não apenas no discurso.
sexta-feira, 20 de junho de 2008
França - Results & Coments [1]
1 - Felipe Massa (Ferrari) - 1m15s306 (46 voltas)
2 - Fernando Alonso (Renault) - 1m15s778 (60)
3 - Kimi Raikkonen (Ferrari) - 1m15s999 (63)
4 - Lewis Hamilton (McLaren-Mercedes) - 1m16s002 (51)
5 - Heikki Kovalainen (McLaren-Mercedes) - 1m16s055 (56)
6 - Sebastian Vettel (STR-Ferrari) - 1m16s298 (69)
7 - Robert Kubica (BMW Sauber) - 1m16s317 (54)
8 - Nick Heidfeld (BMW Sauber) - 1m16s458 (64)
9 - Nelsinho Piquet (Renault) - 1m16s543 (70)
10 - David Coulthard (RBR-Renault) - 1m16s572 (57)
11 - Nico Rosberg (Williams-Toyota) - 1m16s682 (72)
12 - Jarno Trulli (Toyota) - 1m16s743 (75)
13 - Sebastien Bourdais (STR-Ferrari) - 1m16s758 (69)
14 - Timo Glock (Toyota) - 1m16s886 (70)
15 - Kazuki Nakajima (Williams-Toyota) - 1m17s002 (57)
16 - Mark Webber (RBR-Renault) - 1m17s106 (60)
17 - Jenson Button (Honda) - 1m17s244 (58)
18 - Giancarlo Fisichella (Force India-Ferrari) - 1m17s394 (69)
19 - Rubens Barrichello (Honda) - 1m17s491 (52)
20 - Adrian Sutil (ALE/Force India-Ferrari) - 1m17s868 (46)
Notinhas do dia:
- O tempo de Alonso na 2º sessão foi o melhor da tarde e chegou a impedir uma dobradinha da Ferrari. Só é uma pena que não se possa dizer que o bicampeão voltou mesmo à briga por vitórias. O 1m15s778 foi conseguido graças ao pouco combustível do espanhol nas últimas voltas;
- Felipe Massa foi quem menos deu voltas hoje. Certamente se deu por satisfeito em ser o mais rápido da manhã e dominar o treino da tarde até o finzinho. E no fim das contas o brasileiro sabe que o 1º lugar de Alonso na 2ª sessão não vale muita coisa;
- As McLarens estão no lugar que todo mundo esperava. Aliás os 2 carros de Ron Dennis estariam na 2ª fila não fosse o bom desempenho de Alonso;
- Sebastian Vettel fez uma grande volta a tarde e se colocou entre as McLaren e as BMW. Deve ser outro que, como Alonso, andou com gotas de gasolina. A BMW, aliás, passou boa parte do treino vespertino andando la atrás, na 6ª fila. Só na última meia hora do treino que a equipe do líder da temporada conseguiu melhorar o desempenho;
- Piquetzinho tinha esperanças de melhorar seu desempenho em pistas conhecidas, como Magny-Cours. Continua tomando um banho do companheiro de equipe. Só hoje ficou 0,8s atrás de Alonso. Mas o saldo (parcial, afinal treinos de sexta não dizem muito sobre a classificação e a corrida) é bom para o brasileiro: se amanhã Nelsinho repetir o 9º lugar terá vaga no Q3;
- A Honda continua mal das pernas. Das equipes que brigam para ser a 4ª força do campeonato (além da própria Honda, RBR, Williams, Renault e Toyota) é a que anda se saindo pior, desde o pricípio do ano. Hoje os japoneses brigaram com a Force Índia (de longe o pior carro do grid) para decidir que ficaria na última posição. Barrichello tirou a Honda do vexame por apenas 0,4s;
- E quem sabe encontremos alguma emoção em Magny-Cours? Sim, o asfalto da pista pode ser uma vairiável interessante. O piso da pista francesa, muito liso, provocou um festival de sáidas: Sutil, Kovalainen, Massa, Glock e Alonso (que protagonizou uma bonita cena na entrada da reta dos boxes: depois de atacar a zebra da chicane, o espanhol quase rodou. Mas consegiu corrigir no braço e trazer o carro e volta ao traçado ideal) foram vítimas do tapete persa impecavelmente liso de Magny-Cours.
quinta-feira, 19 de junho de 2008
A mesma praça, outro jardim: França 2007
Em 2007 a Ferrari desembarcou em Magny-Cours sob pressão. O time chegou às etapas norte-americanas como favorito e voltou a Europa com duas sonoras derrotas para a McLaren. Era a hora de reagir, e o circuito francês era um local prá lá de apropriado. Com uma pista de retas longas e curvas de alta, o traçado de Magny-Cours era (e ainda é) um dos que mais favoreciam os modelos com maior distância entre-eixos, como o F-2007 dos italianos. No sábado, Felipe Massa fez a pole e Raikkonen (que está se tornando célebre por não fazer boas voltas nos treinos classificatórios) foi o 3º. Entre as Ferraris estava Lewis Hamilton, em 2º. Fernando Alonso, o outro integrante do "G4" (as duplas de pilotos de Ferrari e McLaren), largava apenas na 10ª posição.

Na corrida o que se viu foi um domínio absoluto da Ferrari e uma das provas mais monótonas da temporada. A pista de Magny-Cours, localizada em uma fazenda no interior da França, numa área com pouquíssima (ou nenhuma) infra-estrutura para receber um evento do porte de um GP de Fórmula-1, apresenta um dos melhores exemplos daquele tipo de corrida que ninguém gosta: as sem emoção. A pista possui grandes áreas de escape (portanto ninguém sobra pelo muro) e não possui pontos de ultrapassagem (logo a estratégia é essencial para um bom desempenho durante a prova). E é nesse ritmo pacato, típico das áreas rurais, que se desenrola o GP francês. Por isso justifica-se a insistência de Bernie Ecclestone em retirar o GP da França da pista interiorana.
Na largada, Kimi Raikkonen partiu pra cima e ganhou a 2ª posição de Hamilton. O finlandês ficou à espreita, atento ao menor vacilo de Felipe Massa, pronto pra roubar a ponta do brasileiro. E foi na estratégia de paradas que a corrida se decidiu a favor de Kimi. No momento dos pit stops, Raikkonen sempre ficava algumas voltas a mais na pista do que Massa. Com um carro leve, Raikkonen fazia voltas muito rápidas e anulava a distância aberta pelo brasileiro. Quando Kimi voltou dos boxes e a verdade da prova se estabeleceu, Massa ja havia ficado para trás.

O resultado da prova foi típico, com nenhuma surpresa: dobradinha da Ferrari com Raikkonen (que iniciou sua reação da temporada) e Massa, e o 3º lugar de Hamilton. Para o próximo domingo, em condições normais de temperatura e pressão, espera-se o mesmo marasmo interiorano em Magny-Cours.
quarta-feira, 18 de junho de 2008
Não se pode cochilar...
Ainda segundo a nota as mudanças foram testadas durante os testes feitos semana passada em Barcelona na Espanha. A equipe experimentou os novos componentes e se disse satisfeita com o resultado dos treinos que, entre outras coisas, comprovaram a confiabilidade dos novos compostos.
É esse o propulsor que move a F-1. Mudanças constantes, ganhos de de 1 ou 2 décimos a cada prova, pequenos detalhes que podem decidir uma corrida e (considerando o todo do campeonato) até mesmo um campeão. Certamente a Ferrari não é a única a implementar inovações para Magny-Cours. McLaren e BMW, concorrentes diretas dos italianos na briga pelo título, também devem trazer modificações buscando os tais décimos que podem decidir o resultado de uma corrida.
O finlandês acordou?
E pra quem se incomoda com o jeitão "to nem aí" de Kimi Raikkonen, um alento: o campeão declarou que nunca sentiu tanta vontade da ganhar como agora. Kimi está mordido com o resultado das 2 últimas corridas. Depois de passar por Monte Carlo e Montreal em branco, sem marcar um só ponto, Raikkonen caiu da 1ª para a 4ª posição na classificação geral do campeonato e sabe que a hora da reação é agora. É também a hora de ver como é o Homem de Gelo com a cabeça fervendo.
A Atre de Provocar
"Os erros de Lewis Hamilton não me surpreendem. As primeiras nove corridas do ano passado é que foram estranhas, com nove pódios. Tudo lhe veio de cara e ele teve sorte. Nem tudo depende do piloto. Neste ano, as coisas estão mais normais."
Nem preciso comentar...
Video (atrasado) da Semana
Caros amigos do De Olho na F-1.
Informo que graças a uma combinação infeliz entre falta de tempo e pane no site "Blogger", que hospeda esse blog, desde sábado não consigo postar por aqui. Mas vamos repor o tempo perdido.
O vídeo dessa dessa semana, que deveria ter sido postado na segunda-feira, é para lembrar de um sujeito que não ganhou um mundial, nunca foi apontado com bam-bam-bam, mas passou boa parte da carreira nos melhores cockpits da Fórmula-1. É David Coulthard, o interminável escocês que ingressou na catgoria em 1994 substituindo Ayrton Senna, morto em Ímola na 3ª corrida da temporada.
Foi o 3º lugar do David em Montreal que me motivou a postar o vídeo da semana em homenagem a ele. Percebo que dei pouca atenção ao fato de Coulthard conseguir levar a RBR ao pódio. Mas o vídeo também casa com o momento "comédia pastelão" que aconteceu em Montreal, quando o Hamilton fez a patuscada do ano, atingindo o Raikkonen dentro do pit lane. Explica-se:
No vídeo de Coulthard estamos no GP Austrália de 1995, encerramento da temporada que seria ganha por Michael Schumacher e despedida de David da Williams. Coulthard caminhava para uma vitória tranqulia até que no momento de sua parada nos boxes, comete um erro bobo: não consegue completar a curva que da acesso ao pit lane, bate e joga a corrida fora. Um erro infantil, como o de Hamilton no Canadá. As falhas de Hamilton e Coulthard lembraram os rompantes de um outro piloto do Reino Unido, célebre por mesclar momentos de pura genialidade com outros de triste amadorismo: Nigel Mansell, o leão que jogou corridas e campeonatos fora por pura falta de paciência.
Será que é mal dos súditos da rainha?
sábado, 14 de junho de 2008
1, 2, 3, Testando (e agora com novidades - Montmeló)
Dessa vez algo menos monótono. No último dia de treinos no circuito de Montmeló na Espanha, Nelsinho Piquet aprontou a surpresa do dia ao conquistar o tempo mais rápido da sessão. O brasileiro deu 112 voltas na pista de Barcelona, a melhor delas em 1m20s076, quase 1 segundo mais rápido que o tempo anotado por Luca Badoer, que havia sido o mais rápido ontem com a Ferrari. É um resultado surpreendente (por mais que, as vezes, esses testes não queiram dizer muita coisa, afinal, blefes não são novidade na F-1) já que a Renault não tem um bom desempenho na temporada e Piquet está sendo questionado pela torcida e pela imprensa especializada.
O brasileiro conseguiu o feito de ficar a frente até mesmo de McLaren e Ferrari. Pelo time inglês o melhor tempo foi assinalado pelo piloto de testes Pedro de la Rosa, 1m20s402. Pela escuderia italiana, Luca Badoer, que dominou os outros dois dias de treinos, ficou em 3º hoje, com 1m20s680.
Testes de sábado em Montmeló:
1. Nelsinho Piquet (Renault) - 1min20s076
2. Pedro de la Rosa (McLaren-Mercedes) - 1min20s402
3. Luca Badoer (Ferrari) - 1min20s680
4. Mark Webber (Red Bull-Renault) - 1min21s0375. Timo Glock (Toyota) - 1min21s158
6. Nick Heidfeld (BMW Sauber) - 1min21s295
7. Rubens Barrichello (Honda) - 1min21s672
8. Nico Hulkenberg (Williams-Toyota) - 1min21s674
9. Sebastian Vettel (Toro Rosso-Ferrari) - 1min21s880
sexta-feira, 13 de junho de 2008
1, 2, 3, Ainda Testando... (Montmeló)
Segundo dia de treinos coletivos no circuito de Montmeló na Espanha, segundo dia sem grandes surpresas. Ao final da sessão de hoje, A Ferrari foi a mais rápida com o piloto de testes Luca Badoer. Nas segunda posição ficou a Mclaren do também piloto de testes Pedro de la Rosa. A Williams conseguiu se colocar no terceiro posto com Nico Rosberg e a BMW ficou no 4º lugar com Robert Kubica.

E se ontem poucas equipes puseram o titulares pra andar, hoje aconteceu o contrário. Dos 8 times que foram a Barcelona treinar, apenas Ferrari e McLaren giraram com pilotos de testes. Williams, BMW, RBR, Renault, Toyota, Honda e STR andaram com seus pilotos titulares na pista espanhola hoje.
Testes de sexta-feira em Montmeló:
1. Luca Badoer (Ferrari) - 1min21s013
2.Pedro de la Rosa (McLaren) - 1min21s374
3.Nico Rosberg (Williams) - 1min21s614
4.Robert Kubica (BMW) - 1min21s761
5.David Coulthard (Red Bull) - 1min21s812
6.Rubens Barrichello (Honda) - 1min22s101
7.Nelsinho Piquet (Renault) - 1min22s180
8.Timo Glock (Toyota) - 1min22s287
9.Sébastien Bourdais (Toro Rosso) - 1min22s907
Metamorfose Opinativa

1, 2, 3, Testando... (Montmeló)
E nesse 1º dia, nenhuma surpresa. A Ferrari foi a equipe mais rápida do dia com o piloto de testes Luca Badoer. O italiano deu 81 voltas, a mais rápida delas em 1m22s412. O segundo melhor tempo ficou por conta do vencedor da última prova, Robert Kubica, que marcou sua melhor passagem em 1m22s682. Kubica aliás, foi um dos poucos pilotos titulares a entrar na pista hoje. Das 8 equipes que foram a Montmeló só BMW e RBR puseram seus corredores oficiais para trabalhar.
Apesar de ainda ser muito cedo pra dizer que os testes de Barcelona confirmam o favoritismo da Ferrari, é sempre bom lembrar: a pista espanhola é célebre por representar o ideal de uma pista de testes. Tem tudo o que é preciso para se avaliar o desempenho de um carro: retas longas e fortes subidas cuidam de esclarecer se o carro é potente o bastante; curvas de baixa velocidade testam o equilíbrio e a tração dos bólidos e curvas de média e alta delimitam a estabilidade. Um jargão da F-1 diz que "o carro que vai bem em Barcelona, vai bem no resto das pistas". Olhando a tabela de classificação de equipes, essa máxima é confirmada.
Testes de quinta-feira em Montmeló:
1 - Luca Badoer (Ferrari) - 1m22s412 (81 voltas)
2 - Robert Kubica (BMW Sauber) - 1m22s682 (69)
3 - David Coulthard (RBR-Renault) - 1m22s724 (21)
4 - Sebastien Buemi (RBR-Renault) - 1m22s764 (79)
5 - Gary Paffett (McLaren-Mercedes) - 1m22s938 (36)
6 - Anthony Davidson (Honda) - 1m23s208 (81)
7 - Nico Hulkenberg (Williams-Toyota) - 1m23s619 (112)
8 - Romain Grosjean (Renault) - 1m23s899 (60)
9 - Kamui Kobayashi (Toyota) - 1m24s442 (82)
Dando o Papo
Pra quem achava que o Heidfeld seria o novo Barrichello fica o recado: se até a Ferrari adotou a política de igualdade entre seus pilotos, porque a BMW iria destoar?
quarta-feira, 11 de junho de 2008
Massa, Two Moments
Os dois vídeos abaixo reproduzem aquelas que talvez sejam as mais bonitas ultrapassagens da Fórmula-1 nos últimos anos. As duas efetuadas por Felipe Massa, as duas com o brasileiro no cockpit de uma Ferrari, as duas refletindo o estilo agressivo desse piloto que já foi taxado de "afoito" por sua inconstância, mas que fez as pazes com a regularidade desde o GP Barhein.
No 1º vídeo, Massa X Kubica na última volta do GP Japão de 2007, valendo a 5ª posição;
No 2º vídeo, Massa ultrapassa Kovalainen e Barrichello ao mesmo tempo, no GP Canadá disputado no último domingo. Valeu a 4ª posição.
Quero Ser Grande!




segunda-feira, 9 de junho de 2008
domingo, 8 de junho de 2008
Tabela 2008, após 7 etapas
01
Robert Kubica
Bmw Sauber
01h36m24s447
02
Nick Heidfeld
Bmw Sauber
+00m16s495
03
David Coulthard
Red Bull
+00m23s352
04
Timo Glock
Toyota
+00m42s627
05
Felipe Massa
Ferrari
+00m43s934
06
Jarno Trulli
Toyota
+00m47s775
07
Rubens Barrichello
Honda
+00m53s597
08
Sebastian Vettel
Toro Rosso
+00m54s120
09
Heikki Kovalainen
Mclaren-Mercedes
+00m54s433
10
Nico Rosberg
Williams
+00m57s749
11
Jenson Button
Honda
+01m07s540
12
Mark Webber
Red Bull
+01m11s229
13
Sebastien Bourdais
Toro Rosso
+1 volta
14
Giancarlo Fisichella
Force India
+19 voltas
15
Kazuki Nakajima
Williams
+24 voltas
16
Fernando Alonso
Renault
+26 voltas
17
Nelsinho Piquet
Renault
+31 voltas
18
Lewis Hamilton
Mclaren-Mercedes
+51 voltas
19
Kimi Raikkonen
Ferrari
+51 voltas
20
Adrian Sutil
Force India
+57 voltas
Classificação Geral de Pilotos, após 7 etapas
01 - Robert Kubica (BMW) - 42
02 - Lewis Hamilton (McLaren) -38
03 - Felipe Massa (Ferrari) - 38
04 - Kimi Raikkonen (Ferrari) - 35
05 - Nick Heidfeld (BMW) - 28
06 - Heikki Kovalainen (McLaren) - 15
07 - Mark Webber (RBR) - 15
08 - Jarno Trulli (Toyota) - 12
09 - Fernando Alonso (Renault) - 9
10 - Nico Rosberg (Williams) - 8
11 - Kazuki Nakajima (Williams) - 7
12 - David Coulthard (RBR) - 6
13 - Timo Glock (Toyota) - 5
14 - Sebastian Vettel (STR) - 5
15 - Rubens Barrichello (Honda) - 5
16 - Jenson Button (Honda) - 3
17 - Sebastien Bourdais (STR) - 2
18 - Giancarlo Fisichella (Force India) - 0
19 - Takuma Sato (Super Aguri) - 0
20 - Anthony Davidson (Super Aguri) - 0
21 - Nelsinho Piquet (Renault) - 0
22 - Adrian Sutil (Force India) - 0
Classificação Geral de Equipes, após 7 etapas
01 - Ferrari - 73
02 - Bmw Sauber - 70
03 - Mclaren-Mercedes - 53
04 - Red Bull - 21
05 - Toyota - 17
06 - Williams - 15
07 - Renault - 9
08 - Honda - 8
09 - Toro Rosso - 7
10 - Force India - 0
11 - Super Aguri - 0
Canadá - Results & Coments [17]
- Desde 1962 sem comemorar vitória por construtores, a Alemanha voltou a ouvir seu hino ser dedicado a uma equipe;

Mas surpresa mesmo é a configuração da tabela de pilotos. O garoto que venceu uma corrida de F-1 pela primeira vez hoje, agora é, também pela 1ª vez, líder do campeonato. Kubica é o 3º a figurar como cabeça da tabela nesse ano, mas não se pode dizer que ele é candidato ao título. No geral esse resultado foi proporcionado pelos problemas que as equipes principais (Ferrari e McLaren) encontraram em pistas como Melbourne, Mônaco e Montreal. A BMW deve continuar dando trabalho, mas precisa ainda precisa de alguma evolução para ser considerada candidata ao título.
