quinta-feira, 5 de março de 2009

É só o começo...

Está lá, na capa de todos os portais da internet: a Honda agora é Brawn GP. O arquiteto das corridas seguras de Michael Schumacher agora é dono de equipe.


Bom que os restos mortais daquilo que a montadora japonesa deixou ficaram nas competentes mãos de Brawn. É alguém que já está dentro do negócio há muitos anos. É alguém com anos na Ferrari, e não em qualquer momento do time, mas na melhor fase vivida pelo cavalinho rampante.

Button e Barrichello sobreviveram. Button eu realmente não sei porque. A desculpa de que foi a experiência do inglês seu cartão de visitas não cola. Button já me parece sem viço e, francamente, sem motivação para a F-1.

Rubinho, dizem, ganhou voto de confiança pessoal do chefe, já declarado admirador do brasileiro desde a fase ferrarista de ambos. A experiência de Barrichello, diz o senso comum, será essencial para o desenvolvimento da nova equipe. Esse, pelo menos, já deixou claro que quer continuar a correr, mesmo que isso soe ridículo a alguns. Esse, aliás, correu atrás de uma vaga com mais ímpeto do que Button, e isso conta muito na hora de avaliar a motivação de cada um.

Sim, contar com profissionais experientes (sobretudo um piloto) é extremamente necessário. Mas é só o começo.

O novo time de Brackley tem inúmeros e enormes desafios pela frente. Os primeiros são técnicos. A equipe que ressurge das cinzas da Honda aporta na F-1 justamente no momento em que acontecem as maiores mudanças no regulamento da categoria em anos. A Brawn GP terá de se desdobrar para se adequar a um momento em que nem os grandes times estão totalmente seguros. Ok, ok, os motores e o câmbio serão Mercedes, e isso é um senhor negócio. Mas e o jogo de xadrez que será lidar com o peso extra do KERS e com o desgaste dos pneus, sobretudo os traseiros?

Os outros grandes problemas que Ross Brawn encontrará serão frutos da volatilidade financeira proporcionada pela crise. De onde sairão patrocínios fortes e com possibilidade de se estabelecer?

A Brawn GP já entra atrasada na briga. Treinará menos do que as outras equipes, e isso não é nada bom para um time com herança de fim de grid em 2008.

Ross Brawn sabe que tempo perdido é espaço perdido nessa F-1 imprevisível de 2009. E amanhã já põe o BGP001 na pista de Silverstone, em caráter particular.

Enfim, serão 20 os carros no grid de 2009. Mas fará diferença?

5 comentários:

Paulo Maeda™ disse...

eh Fábio, dias tenebrosos esperam a Brawn GP, ao menos tem a presença do competente Brawn. E bom q usará as cores branca preta e amarela, as mesmas do meu carro de corrida virtual kkk

Felipão disse...

Fábio, o Button foi um dos melhores dessa nova safra que surgiu. Talvez, tenha desanimado com as fracas performances do carro. Tomara que ele consiga dar a volta por cima, pois gosto muito dele...

Ron Groo disse...

Não fará diferença.
Ao menos este ano que já começa defasado e perdido.
Mas torço que melhore pros anos que virão. Talento Ross tem, menos pra escolher piloto.

Alexandre Carvalho disse...

Claro que fará diferença, pelo menos no aspecto visual, para garantir o espetáculo, que também é importante.

O que a Fórmula-1 de 2009 difere da Fórmula-1 de 1989, quando tínhamos 40 pilotos disputando um lugar no grid, que naquela época comportava apenas 26 carros? E boa parte deles com um desempenho pior do que a Minardi.

E 1992, quando tínhamos a Brabham já moribunda e o fiasco da Andrea Moda? Por mais risíveis que fossem seus desempenhos na pista, elas também são responsáveis por dar à categoria o brilho e a importância que ela merece.

Acho que estão cobrando demais da Brawn GP, esperando que ela se saia melhor do que nos tempos de Honda. Tenham paciência, pessoal.

Fábio Andrade disse...

Essa vai pra geral: depois desses testes em Barcelona a BGP parece vir, pelo menos, para integrar o meio do pelotão.

Agora duas específicas:

Felipão: o Button nunca me empolgou. É meio pessoal, mas acho que ele é um tremendo blefe do automobilismo britânico;

Carvalho: jamais tinha observado as coisas por esse ângulo e, de repente, ele me pareceu interessante.