quarta-feira, 18 de março de 2009

De Olho no Videokê: Ecos de Paris e o Vacilão

No dia 5 de março, há 12 dias, a FOTA se reunia em Genebra para discutir pontos importantes e aparar arestas entre seus membros. Da reunião saíram diversas propostas econômicas e esportivas com as quais as equipes pretendiam melhorar a categoria a qual pertencem. À época este blogueiro cravou que “notável é o efeito que essa paz declarada entre as equipes causa no outro lado da batalha. A FIA inquisitora que sempre fez o que quis sem dar satisfações agora possui um contraponto à altura. A federação que nunca se contentou apenas em regular a categoria mas sempre fez questão de governá-la com mãos de ferro será obrigada a repensar parte de suas ações. Equipes coesas significam menos espaço para a atuação imperial da entidade presidida por Max Mosley.”

Eu não poderia estar mais enganado.

Pouco menos de 15 dias depois da reunião da FOTA que, entre outras coisas, apresentou uma proposta cabível para o sistema de pontuação, a FIA mais uma vez prova que gosta de mandar e que não se importa com o rebuliço que isso vá causar. Na verdade, enquanto a entidade máxima do automobilismo estiver sendo comandada por um senhor que gosta de causar polêmica porque “a F-1 vive disso”, vamos ter que nos acostumar com as pirotecnias.

A repercussão da decisão tomada pela FIA em Paris foi apedrejada por todos os lados, mas a federação mantém-se impávida em sua posição. Tudo porque, na verdade, Max Mosley está cagando para as equipes e, digo até, para a torcida. O que ele quer é que a F-1 apareça, tenha mídia, saia na capa dos jornais. Mosley é o rei da esculhambação. É uma espécie de Chacrinha, mas que fala inglês e ao invés de perguntar "quem quer bacalhau?" oferece bananas à sua platéia.

É, enfim, um atrapalhado que não tem um plano de vôo sério para a entidade e para a categoria máxima. Um borra-botas, vovô babão que se diverte em puladas de cerca com mocinhas sapecas e é incompetente o suficiente para se deixar flagrar. Um típico e incorrigível Vacilão, como cantaria Zeca Pagodinho.



Mosley "deu lavagem ao macaco, banana pro porco, osso pro gato" e, na confusão que armou, fez de sua própria incoerência o signo máximo do tipo de gerente ao qual a F-1 esteve subordinada nos últimos anos.

5 comentários:

Ron Groo disse...

Sou obrigado a discordar de você.
Abelardo Barbosa foi um dos maiores comunicadores que o país já teve. Sabiamente Chacrinha jogava para a torcida (platéia) pois sabia que era ela que mantinha seu programa vivo. Por melhor que fosse.
O seu bordõe "Quem quer bacalhau" era uma tirada cinica e provocadora ao periodo em que vivia, com uma forte carga de critica social, já que bacalhau nunca foi barato.
Comparar o mestre Abelardo com este mequetreve desqualificado, mondrongo, fdp, c**ão e outros adjetivos menos elogiosos ainda do Max Mosley é pecado.
Mosley tem de arder no marmore do inferno.

Marcos Antônio Filho disse...

realmente chacrinha foi gênio da comunicação. Já mosley é um grande merda. Sabe você acho que vc me deu uma inspiração pra um versinho adapatado...

Fábio Andrade disse...

Em tempo senhores: que seja o Chacrinha um dos maiores comunicadores do Brasil, o termo "esculhambação" apenas se refere ao modo como o programa era levado ao ar, com o ar pitoresco típico do apresentador, ok?

Paulo Maeda™ disse...

Correção em tempo do Fábio rs. Mas realmente, vc falou tudo no final: agora temos na nossa cara, em alto e bom som, o tipo de dirigente q temos na F1.... aff

Fábio Andrade disse...

Não dá pra levar esses caras a sério, Maeda...