segunda-feira, 6 de abril de 2009

Malásia - Memories: 2002

Março de 2002, segunda etapa do mundial, Sepang.

A F-1 chegava a Sepang precedida por um GP Austrália movimentado. Na corrida anterior, Rubens Barrichello foi retirado da corrida pelo alemão Ralf Schumacher, da Williams, logo na primeira curva. Sem dois fortes candidatos à vitória, o GP Austrália apenas assistiu ao desfile de Michael Schumacher, ainda correndo com o carro de 2001, que recebeu a bandeira quadriculada com margem confortável em relação ao segundo colocado.

Na Malásia, porém, ficaria claro que a Ferrari precisava ser esforçar para colocar o F-2002 na pista o mais rápido possível. No sábado, o alemão da Ferrari até conseguiu cravar a pole, com Juan Pablo Montoya em 2º, Barrichello em 3º e o Schumacher caçula em 4º. O domingo, no entanto, seria um dia difícil para os italianos.

Na largada, Michael fechou a porta de Montoya, que se aproveitou da melhor partida proporcionada pelo motor BMW de sua Williams e dividiu a primeira curva com o então tetracampeão. A disputa culminou em um toque entre ambos. O bico da Ferrari de Schumacher se soltou e foi para o assoalho do carro do colombiano, que perdeu muitas posições enquanto tentava se livrar do apêndice ferrarista. Com os dois favoritos enfrentando problemas, Rubens Barrichello e Ralf Schumacher passaram a dominar as ações.



O brasileiro precisou suar o macacão para manter o irmão de seu companheiro de equipe a uma distância razoável. Barrichello não conseguiu desgarrar de Ralf, mesmo estando o alemão com tanque cheio, para fazer apenas uma parada, contra duas de Rubinho. Como o brasileiro não foi capaz de abrir os pouco mais de 20 segundos necessários para fazer a segunda parada e voltar a frente, Ralf assumiu a ponta do GP Malásia. Barrichello seria o 2º, não fosse traído pela quebra do motor de sua Ferrari.

Enquanto a briga pela ponta acontecia de forma morna, Michael Schumacher e Juan Pablo Montoya esforçavam-se para avançar entre o pelotão. Schumacher caíra para o último lugar por precisar ir aos boxes recolocar o bico de seu carro. Montoya, no absurdo dos absurdos, foi considerado culpado pelo toque típico de corrida ocorrido na largada e também encontrava-se na rabeira. Os dois aproveitaram-se da superioridade do equipamento de Ferrari e Williams e conseguiram chegar ao pódio que apresentou Ralf Schumacher em 1º, fazendo dobradinha com Montoya, o 2º, e Michael Schumacher em 3º.

A dobradinha do time de Grove dava a falsa impressão de que a Ferrari encontraria uma rival a altura em 2002. Tremendo engano. Assim que o F-2002 entrou em cena, o campeonato imediatamente se decidiu em favor dos vermelhos.

7 comentários:

Jobson disse...

Montoya realmente venceria aquela corrida se não fosse a FIAda p....

Ron Groo disse...

Por estas e outras que costumava nao gostar das provas na Malásia.

Marcos Antônio Filho disse...

essa foi a estreia das lambanças dos comissários da FIA...

Dan G. disse...

Fábio, suas opiniões são das mais estimadas por mim entre os blogueiros da F1.

Gostaria de convidá-lo para conhecer meu blog, que criei com o intuito de analisar a corrida dentro da corrida! Acho que vc vai gostar do primeiro post.

http://splash-and-go.blogspot.com/

Espero que curta. Vou adicioná-lo nos meus favoritos.

Abraços!

Dan G.

SAVIOMACHADO disse...

Grande Fábio!
Eu até acho legal as corridas na Malásia. O caso aí lembrado é de um grande piloto (Montoya) que deixou a Fórmula 1 por ver que a Ferrari era a maior beneficiada durante todo o ano do evento. Era mais ou menos como uma panelinha. Havia muitos dirigentes a favor da escuderia italiana. Os torcedores da Ferrari que me perdoem, mas isso é verdade.
Pode ser que agora com o novo sistema a disputa se torne mais igual. Um abraço e parabéns pelo post.
SAVIOMACHADO

Felipão disse...

Grande lembrança, Fabio. E o Montoya faz uma tremenda falta. Achei muito prematura sua saída;;;

Fábio Andrade disse...

Foi de fato uma besteira punir o Pablo por um incidente normal de corrida, masss...

Sávio, há momentos em que eu chego a quase ter certeza de que a Ferrari foi e é favorecida em muitos casos na F-1. Mas eu me recuso a aceitar isso como verdade porque aí a coisa perde o sentido. Mas é impossível não notar uma certa forcinha de parte dos dirigentes para com o cavalinho rampante.