Favoritos? Difícil apontar. Num balanço dos últimos anos, a Ferrari é a equipe que mais tem vencido no circuito italiano, mas ano passado a McLaren foi dominante durante todo o fim de semana. Os ingleses fizeram a 1ª fila na classificação de sábado e a dobradinha no domingo, com Alonso em 1º e Hamilton em 2º. Para a Ferrari restou o 3º lugar com um apagado Raikkonen, que não ameaçou a liderança de Alonso.
E ao olhar para trás, fica mais difícil apontar algum favorito. O ano de 2008 está sendo único, porque os que são apontados como favoritos costumam falhar nas corridas em que teoricamente há vantagem para determinada equipe. A corrida da Spa, exceto as últimas três voltas finais, provou que Ferrari e McLaren estão muitíssimo próximas, e que está cada vez mais difícil apontar qual das duas está em melhor fase.
A corrida belga também deixou clara uma suspeita que existia desde a 1ª metade do ano: a McLaren vai obter vantagem com a escolha da Bridgestone de levar compostos médios e duros para as provas da Itália e da China. Ficou claro que na última perna do GP Bélgica, após a segunda parada dos ponteiros, a McLaren de Hamilton rendia mais que a Ferrari de Raikkonen, ambos com pneus duros. Portanto há uma pequena (e teórica) vantagem para o time de Woking.
Porém, a pista de Monza é desafiadora para pilotos e equipes. Junto com Spa, o traçado italiano forma uma espécie de dupla divina para pilotos e fãs do esporte. É a maior média horária do ano e possui freadas fortíssimas, onde a velocidade cai de 350 km/h para menos de 100 km/h em questão de segundos. Portanto, eficiência aerodinâmica e boa capacidade de tração são essenciais, e são pontos em que, também teoricamente, a Ferrari desempata o jogo a seu favor.Enfim, o GP Itália tem tudo para ser um dos mais excitantes do ano. E há um dado ainda mais interessante: Hamilton está mordido com a punição recebida em Spa-Francorchamps. Vai chegar a Monza querendo estragar a festa que os tiffosi estão preparando. Desde 2006 sem comemorar um triunfo vermelho diante de sua torcdia, a Ferrari terá de tomar muito cuidado com o prodígio inglês.
Outras notinhas...
- A McLaren decidiu recorrer da decisão tomada em Spa. A equipe vai entrar com a ação na Corte de Apelações da FIA e o resultado só deve sair daqui a um mês. E querem saber? Duvido que a decisão de domingo será revertida. Primeiro porque a tabela já foi afetada fortemente e a federação não deve querer intervir no resultado. Segundo por um motivo meramente regulamentar: drive through é uma punição inapelável, não pode ser contestada. Portanto deve ficar ficar tudo na mesma.
Felipe Massa é o novo vencedor do Grande Prêmio da Bélgica de Fórmula-1. Numa decisão polêmica, a FIA (Federação Internacional de Automobilismo) julgou que a manobra da ultrapassagem de Hamilton sobre Raikkonen foi irregular. Logo após o término da corrida a vitória de Hamilton ficou "sob investigação" e por volta das 13hs em Brasília (18hs na Bélgica) saiu a decisão: 25 segundos, que em teoria seria o tempo de um drive-through, foram adicionados ao tempo de chegada de Hamilton.
Se a água viesse no meio da prova, muita coisa seria diferente. Todo mundo iria para seu pit stop, colocaria pneus apropriados e voltaria a pista. Ok, o pit lane iria ficar sobrecarregado e certamente uma zebra pintaria no pódio. Mas não seria tão cruel para Kimi. Como já disse, ficou parecendo que os céus tramaram contra o finlandês. A duas voltas do fim, não valia a pena ir ao box e trocar pneu. Porém, pilotar durante 14 km com pneu de seco na pista molhada seria um risco alto. Os ponteiros Raikkonen, Hamilton e Massa decidiram correr o risco. Pior para Kimi.


