sexta-feira, 10 de outubro de 2008

Sessão-Coruja/Japão - Results & Coments [1]

Melhores tempos da sexta-feira em Monte Fuji, palco do GP Japão:

1. Timo Glock (Toyota) 1min18s383
2. Fernando Alonso (Renault) 1min18s426
3. Lewis Hamilton (McLaren) 1min18s463
4. Felipe Massa (Ferrari) 1min18s491
5. Kimi Raikkonen (Ferrari) 1min18s725
6. Mark Webber (Red Bull) 1min18s734
7. Kazuki Nakajima (Williams) 1min18s734
8. Sebastian Vettel (Toro Rosso) 1min18s761
9. Heikki Kovalainen (McLaren) 1min18s830
10. Jarno Trulli (Toyota) 1min18s863
11. Robert Kubica (BMW) 1min18s865
12. Nelsinho Piquet (Renault) 1min18s888
13. Nico Rosberg (Williams) 1min18s981
14. Sebastién Bourdais (Toro Rosso) 1min19s040
15. Rubens Barrichello (Honda) 1min19s258
16. Adrian Sutil (Force India) 1min19s287
17. David Coulthard (Red Bull) 1min19s327
18. Giancarlo Fisichella (Force India) 1min19s482
19. Nick Heidfeld (BMW) 1min19s894
20. Jenson Button (Honda) 1min19s999

Notinhas sonolentas:

- Eu quase não tive contato com esses treinos. Cheguei em casa ontem às 23hs e vi o finalzinho do treino da “manhã”. Na hora do treino vespertino, 2 da madrugada aqui no Brasil, eu já estava no 5º sono;

- Portanto, não vou aqui falando sobre o que não vi. Vai em comentários rápidos baseados nos tempos aí de cima;

- Toyota fez bem o dever de casa para se apresentar bem em casa. Glock em 1º e Trulli em 10º. Mas não pense que o italiano passou um vexame frente ao companheiro de equipe: todo mundo andou muito perto nessa sexta-feira japonesa. Os dois pilotos da Toyota estão separados por míseros 5 décimos;

- O fim do grid trás ainda mais satisfação para a dona da casa: a arquirival Honda ficou com a última posição;

- O que são 0,028s ? A diferença entre a melhor volta de Lewis Hamilton e Felipe Massa, ou seja, nada. Os dois estão se enfrentando mentalmente há muito tempo e, com os carros que têm nas mãos, vão disputar a vitória palmo a palmo;

- Curioso o mau rendimento da BMW;

- E falando em curiosidade, os tempos mataram uma dúvida viva na minha cabeça desde o ano passado: qual seria o tempo de volta na pista de Fuji. Eu imaginava que o giro ficaria na casa do 1m12s ou 1m15s. Afinal, ano passado, no meio do dilúvio bíblico que caiu durante o fim de semana os tempos foram quase de 1m30s. Descobri que exagerei na conta, as voltas mais rápidas foram da ordem de 1m18 baixo;

- Agora o fim de semana começa pra valer. Na próxima madrugada acontece o treino classificatório, sem previsão de chuva;

- Meu relógio biológico entrará no fuso do Japão.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Remakes, Encontros & Despedidas

Remake, na cultura pop-americano-brasileira, é a reedição de uma história já contada. É algo muito comum nas novelas globais, que vez por outra contam de novo a mesma história, até com o mesmo título. As vezes dá certo, proporciona um grande sucesso de audiência. Outras vezes é desastroso, e a nova-velha versão da mesma história é um mico retumbante.

O remake que se desenha na F-1 é o novo casamento entre o nome Senna e a marca Honda. Segundo as últimas especulações, o sobrinho do tricampeão que virou ídolo na terra do sushi e a marca que é um dos símbolos da eficiência da indústria japonesa estão cada vez mais próximos. Bruno Senna estaria para ser contratado como piloto titular da equipe para o ano que vem.

Seria uma dobradinha reeditada, semi-cópia do que aconteceu há 20 anos atrás. Na ocasião, a união entre Ayrton Senna e a Honda, que motorizava a McLaren, rendeu a parceira de maior sucesso da F-1 até então. Para 2009 o cenário é muito menos modesto: a Honda não tem aquela liderança de 20 anos atrás e não me parece ser um bom lugar para se estrear na F-1.

Bruno também tem seu nome ligado à Toro Rosso, mas na equipe de Gerhard Berger já há muita gente pleiteando vaga. E a Honda me parece mais provável porque em 2009 a Petrobras passará a patrocinar a equipe e a presença de um brasileiro é algo dado como certo.

Esse brasileiro poderia ser Rubens Barrichello, atual titular da equipe junto com Jenson Button. Rubinho, porém, parece caminhar para uma aposentadoria forçada. Apesar de viver declarando que ainda sente prazer em guiar na F-1 e que gostaria de continuar, apesar dos 36 anos, Barrichello não teve o contrato renovado até o momento. Pode ser uma saída forçada e pouco elegante de um piloto que foi apontado como o sucessor de Senna nos anos 90 e acabou se tornando escudeiro do multicampeão que cravou o nome entre os maiores do automobilismo.

A possível reedição da parceira Senna-Honda pode marcar a despedida de um veterano que por anos foi a maior esperança de vitórias brasileiras na F-1. Se as coisas se encaminharem assim, confesso que ficarei divido entre dois sentimentos inversos: a alegria por ver mais um brasileiro chegando à categoria e a tristeza por ver o boa-praça Barrichello se despedindo. Rubinho não é unanimidade, para muitos é um atrapalhado que resolveu brincar de carrinho, mas foi com ele que eu e boa parte dos atuais espectadores do automobilismo aprendemos a gostar do esporte. Rubens, sem dúvida, merecia uma saída mais digna.

A mesma praça, outro jardim: Japão 2007

Depois do sabático período do inédito GP Cingapura, as seções do De Olho Na F-1 voltam à sua rotina normal. E pra começar o período pré-GP Japão, as lembranças da corrida do ano passado:

Em 2007 Hamilton também chegava ao Japão na liderança do campeonato. Possuía dois pontos de vantagem sobre Alonso, treze sobre Raikkonen e vinte pra cima de Massa, que só apresentava chances matemáticas.

O fim de semana em Monte Fuji foi extremamente chuvoso, e debaixo do dilúvio nipônico as McLaren dominaram a classificação. Hamilton foi pole, seguido por Alonso, Raikkonen e Massa. Ou seja, um treino classificatório sem surpresas.

Na hora da largada chovia muito e a partida foi dada com Safety Car, para que os pilotos pudessem se ambientar à pista encharcada. Porém, a medida que era cautelar foi prorrogada além do limite: o carro de segurança adiou o início real da corrida por 20 voltas, ou longos 40 minutos. Havia muita água e neblina na pista, condições nada seguras para a realização de um gp de F-1.

Mas automobilismo é feito de riscos, está na essência do esporte. Talvez entendendo isso, a direção de prova finalmente ordenou a saída do Safety Car da pista e, finalmente teve início o GP Japão. No momento da relargada ficou claro que a corrida seria muito confusa. A chuva forte só permitia ao líder enxergar com nitidez. O resto do grid teria de se guiar pela luz piscante dos carros da frente. O spray formado pela passagem dos carros era muito intenso.

Em meio ao temporal japonês, a Ferrari pagou mico (pra variar) e não equipou os carros de Massa e Raikkonen com pneus de chuva extrema. Mandou os dois à pista com calçados intermediários, uma decisão quase que homicida. É a prova de que o comando do time de Maranello já anda mal das pernas há um bom tempo. Os pilotos tiveram de ir aos boxes com a corrida já iniciada e voltaram à pista nos últimos lugares do grid.

E assim seguiu o GP Japão, que começava a revelar o talento do alemão Sebastian Vettel. O garoto se classificara em 8º no sábado, ganhara duas posições com o problemas das Ferrari e ao fim da 1ª volta “pra valer” já era o 3º. Com as paradas dos líderes Alonso e Hamilton, o alemãozinho liderou a corrida por algumas voltas. Pena que tenha se envolvido numa batida boba com Mark Webber, ficando sem condições de chegar ao sonhado pódio.

Na 34ª volta, um susto! A imagem de Hamilton fora da pista anima os torcedores de Alonso (e os secadores de plantão também). Para a sorte do inglês o toque com Kubica não trouxe maiores conseqüências para nenhum do dois. E na verdade, a vítima de um infortúnio na corrida de Fuji seria o principal rival de Lewis na briga pelo título.

Na volta 45 do Grande Prêmio do Japão 2007 o campeonato caiu no colo de Lewis Hamilton. O grande oponente que o inglês enfrentou desde o meio da temporada sucumbiu à chuva e rodou sozinho, batendo no muro de proteção. Alonso sairia de Fuji zerado, parado nos 95 pontos. Hamilton, o provável vencedor da corrida iria a 107, abrindo uma vantagem de 12 pontos a duas provas do final da temporada.

Na parte final da prova Kovalainen surgia em 2º com a Renault, beneficiado pela entrada do Safety Car. Raikkonen era o 3º e, dadas as circunstâncias do início da corrida, conseguia uma ótima posição, eu lhe rendia 6 valiosos pontos.

E a grande sensação da volta final de Fuji foi a disputa de posição entre Massa e Kubica. Uma disputa dura, com várias saídas de pista dos dois lados, que culminou na bela “esticada” que o ferrarista deu na pista japonesa. Massa levou clara vantagem na manobra ao usar uma área de escape, que naturalmente não faz parte da pista. Não merecia ser punido?

Alheio à disputa da 6ª posição, Hamilton venceu e convenceu em Fuji, se despedindo do Japão com 12 pontos de vantagem sobre Alonso. Foi, sem dúvidas, a vitória mais importante de sua carreira, numa pista molhada, em que o aclamado bicampeão cometeu um erro que praticamente entregou o título. Hamilton saiu da Terra do Sol como grande fenômeno. Porém, as duas últimas corridas do ano tratariam de desconstruir o mito.

Resumo da corrida, com narração de Galvão Bueno e comentários de Reginaldo Leme e Luciano Burti:

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Afinal, ainda estamos vivos...

Pra quebrar o clima de pré-velório que se armou desde o anúncio da exclusão do GP Canadá do calendário 2009, a imagem da preparação da RBR para a exibição especial que será feita na capital federal, Brasília. A fonte é o site Grande Prêmio.

A exibição será no sábado e o monoposto da Red Bull deve passar por pontos turísticos como o Palácio do Planalto, a Praça dos Três Poderes e o Congresso.

Na sexta também há uma programação a ser cumprida no autódromo brasiliense: o bólido "energético" deve dar alguns giros na pista, usada em uma corrida extra-campeonato em 1974.

Se fosse na minha cidade, eu não perderia por nada.

Ah, e a F-1 ainda marcará presença no Brasil mesmo antes do gp em São Paulo. Como bem foi registrado pelo blogueiro que vos escreve, dia 19 tem apresentação da Williams na baiana São Salvador.

Repito a mesma frase cravada na outra postagem: momento de raro destaque do automobilismo no país do futebol.

Baboseira Ecológica

A F-1 se apressa para parecer ecologicamente correta nesse mundo cada vez mais (aparentemente) preocupado com poluição, efeito estufa, aquecimento global e tantos outros termos que a gente se habituou a ouvir e a falar nos últimos anos. E a próxima novidade desse green world são os pneus que a Bridgestone enviará ao GP Japão.

Os sulcos dos pneus serão pintados de verde, chamando a atenção do público para a campanha "Make Cars Green", Faça Carros Verdes, em tradução literal.

Deve ficar interessante com os carros na pista, mas é uma idéia no mínimo excêntrica. Chamar atenção para ecologia na F-1 me parece um pouco fora do lugar. Se quisessem mesmo diminuir a poluição, os eco-chatos deveriam protestar contra os aviões que lançam toneladas de carbono na atmosfera todos os dias. Perto dos boeings transatlânticos os 20 carros da F-1 são uns nanicos.

Contradição Capital

Max Mosley, o presidente da FIA, falou em tom alarmista sobre o futuro da F-1 no período de crise que se desenha para os próximos tempos. Segundo o dirigente, os altos custos da categoria (que por si só já eram um grande problema para equipes não financiadas por grandes montadoras) podem comprometer a existência de pelo menos três escuderias do “fim do grid”.

Mosley espera que a FOTA, a associação formada pelas 10 equipes que integram o campeonato mundial, sugira ações visando o corte de custos imediato. Se a associação não apresentar idéias com essa finalidade a própria FIA irá tomar atitudes como limitar o desenvolvimento dos motores, por exemplo. De acordo com o dirigente, a crise mundial pode agravar ainda mais a situação.

O presidente tem razão ao chamar atenção de todos para o grande problema que é o custo de manter uma equipe de F-1 funcionando. Tudo bem para uma McLaren (parceira da Mercedes-Benz) ou uma Ferrari (propriedade do Grupo Fiat), que possuem grandes montadoras que financiam suas atividades e dispõem de enorme experiência de décadas nesse ramo. Mas e uma Force India, o que faz para sobreviver? "Tudo depende, no momento, de bilionários, milionários não servem mais” – disse Mosley, numa frase que causa arrepios na espinha de qualquer fã da velocidade e da F-1. Hoje a categoria congrega apenas 20 carros, longe dos quase 30 de uma década e meia atrás. A quantidade de equipes que desapareceu nesse período é assustadora, mas só agora a preocupação começa a se intensificar.

A F-1 não é mais atrativa a grupos independentes. Para entrar na categoria e obter sucesso é necessário, além da montanha de dinheiro que poucos dispõem, konw-how especializado, e isso os grandes times possuem e não abrem mão. Exemplos de equipes com muita grana e que não conseguem sair do lugar são vários, o mais notório dos dias de hoje é a Honda. A equipe tem toda o capital que a montadora japonesa lhe oferece, mas continua ocupando os últimos lugares do grid. A Honda, aliás, esteve envolvida no processo que culminou na falência da Super Aguri, equipe de Aguri Suzuki que era mantida em parceria com a montadora nipônica. O “time-cliente” estava conseguindo bons resultados, melhores do que os da equipe “oficial”, e caminhava para terminar 2008 em boa posição no campeonato de construtores, tendo em vista sua estrutura modesta. Mas um calote do patrocinador somado ao corte da verba fornecida pela Honda levaram a equipe a se retirar da competição.

Até mesmo grandes grupos encontram dificuldades no terreno arenoso que é a F-1. Anos atrás a Ford comprou a Stewart, que passou a se chamar Jaguar. Depois dos insucessos em série e do gasto faraônico que lhe trazia nenhum retorno, a montadora se retirou da competição. Atenção, leitor: estamos falando de uma das empresas mais poderosas do mundo!

Nessa perspectiva, a regra que proíbe a existência dos tais times-clientes pode ser um tiro no próprio pé. Equipes como a Toro Rosso, que exibe ótimos resultados para um carro médio, dependem do financiamento e do fornecimento de peças de equipes mais bem estruturadas para sobreviver. Se, a partir de 2010, a existência desse tipo de vínculo for vetada, como é a intenção, o futuro de times tão simpáticos como a STR estará em risco. E o perigo não se limita somente a equipes jovens. A vovó Williams, de tantas glórias no passado, apresentou um prejuízo de US$ 88 milhões em dois anos. A equipe multicampeã de Frank Williams não fabrica os próprios motores, apenas os compra da Toyota. Pode ter sua permanência na F-1 ameaçada.

Reduzir os riscos, portanto, é fundamental para a continuidade da categoria máxima do automobilismo. Mas há um dado curioso a se notar: ao mesmo tempo em que precisa cortar gastos, a F-1 tem cada vez mais fome por dinheiro. Reduzir custos é necessário, mas dispensar corridas com grande significado como o GP em Silverstone, simplesmente porque o valor pago pelos proprietários da pista é baixo, é uma tendência irritante da F-1. Ontem anunciou-se o corte do vínculo com o GP Montreal, que há anos não dá lucro, mas tem história pra contar. No lugar da pista canadense entra o GP Abu Dhabi, financiado pelos petrodólares dos sheiks ávidos por posarem de playboys. Teremos mais uma pista tilkenizada, que se seguir a lógica, deve resultar numa corrida morna. Isso em detrimento de um dos gp’s mais tradicionais da F-1 atual, que sempre reservava emoções e tinha muita história pra contar.

Pra continuar a existir a F-1 corta custos, mas quer cada vez mais dinheiro pra continuar a existir.

Dá pra entender?

Fazendo a alegria de um blogueiro inconformado!

Não gosto de Eddie Irvine, o irlandês que é lembrado por ter sido companheiro de Schumacher na Ferrari, não ajudar o alemão a ser campeão e não ganhar o mundial quando o heptacampão fraturou a perna em 1999. Mas uma declaração dada pelo britânico teve tanta concordância com o que eu penso a respeito da pista de Monte Fuji, que eu me senti obrigado a trazer pra cá:

"Para mim, Fuji é um circuito de m****. É um lugar horrível e chato, no meio do nada. O clima sempre é ruim, e é simplesmente o pior lugar possível para se organizar uma corrida. Fuji não acrescenta nada à F-1 e, perto de Suzuka, é um lixo."

Ok, eu não pegaria tão pesado. Mas que foi delicioso ver alguém falando sem papas na língua (ainda que eu tenha que me rebaixar a considerar uma fala de Eddie Irvine), isso foi.

terça-feira, 7 de outubro de 2008

O que é isso, companheiro?

Justamente quando Massa mais precisa, pipoca um boato sobre a pouca motivação de Raikkonen em 2008.

Mas, a desvantagem de Massa não é culpa só dos erros da equipe e da falta de apoio do parceiro de time. É o que defende a modesta Coluna do Fábio dessa semana.

Comentários são bem-vindos.

Vôo Cancelado

A anual viagem transatlântica que a F-1 faz rumo à América do Norte no meio do ano foi cancelada e o GP Canadá está fora do calendário 2009. E nem é culpa do caos aéreo.

Na corrida desse ano o circuito de Montreal enfrentou sérios problemas com o asfalto, que começou a esfarelar e comprometer a pilotagem. O ponto crítico era a freada do hairpin, onde Robert Kubica se acidentou em 2007. A pista recebeu severas críticas dos pilotos e a mini-reforma feita às pressas de sábado para domingo não resolveu o problema. Não foi a 1ª vez que os pilotos reconheceram problemas na pista canadense. Segundo alguns, como Kimi Raikkonen, defeitos no asfalto do Gilles Villeneuve são recorrentes.
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Também há suspeitas de que problemas financeiros com a empresa que organiza o evento tenham causado a ausência do GP Canadá nos planos da próxima temporada.
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Essa a maior novidade do Calendário-2009, divulgado hoje pela FIA. E é uma pena. Por mais que a F-1 seja a mais popular categoria do automobilismo mundial, ela não está imune a um crescimento das categorias tipicamente americanas, como a Indy, que voltou a crescer após a reunificação da ChampCar com a IRL. Em 2008, lamentavelmente, os 20 carros de Bernie Ecclestone não irão dar sequer uma volta na América do Norte, sinalizando uma ruptura histórica. É a primeira vez desde o início da F-1, em 1950, que a porção norte do continente americano não receberá nenhuma etapa da campeonato. O GP EUA também não será realizado em 2009.

A América do Norte, especialmente os EUA, é uma fatia importante do mercado automobilístico do mundo. E a F-1, que congrega marcas mundiais como a BMW, a Honda, a Toyota e, claro, a Ferrari, estará totalmente sem contato com essa significativa parcela de consumidores. Por essas e outras creio que a pressão dos times para um retorno ao Canadá e, especialmente, aos EUA seja forte.

No mais, a temporada do ano que vem está praticamente dentro do previsto pelo pré-calendário divulgado há 4 meses. A única mudança de rumo é o GP Turquia, remanejado para junho, para que os funcionários das equipes possam aproveitar o verão europeu em agosto. As mudanças de circuito que acontecerão em 2009 estavam previstas. São elas:

- O GP Alemanha, obedecendo ao rodízio com Hockenheim, volta a ser disputado em Nürburgring;

- O GP Japão, também respeitando o rodízio com Monte Fuji, volta (Deus existe!) a Suzuka (pra mim a melhor pista que a F-1 moderna já conheceu);

- A novidade é o GP Abu Dhabi, que encerrará a temporada no dia 15 de novembro. O GP Brasil será o penúltimo do ano, no dia 1º do mesmo mês;
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* com colaboração de Paulo Maeda, do Blog da F-Indy.

Chuuuuupa!

Enfim, uma decisão sensata da direção esportiva de Ferrari: o pirulito tradicional volta a ser usado a partir do GP Japão do próximo domingo.

Na certa o chefe de equipe Stefano Domenicali deve ter colocado a mão na consciência e pensado de maneira minimamente inteligente. O mecanismo eletrônico-luminoso usado até o GP Cingapura mais atrapalhou do que ajudou o time italiano. O suposto ganho de 4 décimos que tese seria proporcionado pelo antigo aparelho não é vantagem perto dos desastres já causados até aqui.

E estejam certos de que Luca di Montezemolo, o presidente do cir... (ops!) equipe Ferrari, também deve ter convencido Domenicali a retornar ao antigo aparelho. Deve ter um método de convencimento muito interessante, por sinal.