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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

Olhando ao Redor

Confesso que graças à F-1 esse blog passou o fim de ano de olhos vendados ao que aconteceu em outras categorias pelo mundo. Mas, nunca é tarde para se manifestar.

Na Indy deu Scott Dixon, que decidiu o título na última corrida em Chicago. A vitória na corrida ficou com o brasileiro Hélio Castroneves, da Penske, numa das chegadas mais sensacionais da história. Mas as notícias mais palpitantes ficaram para o pós-temporada: Helinho foi acusado de sonegação fiscal pela Justiça americana.

O caso é grave. Segundo a Justiça americana, Castroneves teria sonegado quantias milionárias ao Leão. A irmã e o advogado do piloto teriam participado do caso como cúmplices. Segundo a acusação, Castroneves deixou de declarar boa parte dos estimados US$ 5,5 milhões que recebeu da Penske de 1999 a 2004. Ontem saiu a data do julgamento do piloto brasileiro: 2 de março de 2009. Até lá o piloto estará em liberdade, mas não poderá deixar os EUA.

Se condenado por todos os 7 crimes aos quais é acusado, Hélio Castroneves pode pegar até 35 de prisão.

O piloto brasileiro está, definitivamente, em maus lençóis. Seu futuro como esportista já foi comprometido, afinal, empresa alguma deseja patrocinar e/ou se envolver com pessoas ligadas a escândalos desse porte. Some-se a isso o fato de que Castroneves, inevitavelmente, passará alguns anos afastado de suas atividades profissionais em razão da possível pena que conheceremos em março.

Helinho também sai do caso com sua imagem de ídolo abalada. Um piloto que conquistou sucesso numa categoria como a Indy poderia passar sem essa. Apesar de Hélio se dizer inocente, investigações como essa, que também contou com a participação da Polícia Federal brasileira, têm destino certo e não costumam falhar.

segunda-feira, 1 de setembro de 2008

Do outro lado do Atlântico

Nos EUA a IRL chega a seu momento decisivo. Ontem, na penúltima prova da categoria em 2008, um incidente aparentemente casual resultou em uma grande polêmica e na vitória de Justin Wilson (ele mesmo, o grandão que teve uma passagem pela Minardi em 2003).

Para resumir a história, o fato é que o brasileiro Hélio Castroneves liderava a prova depois de uma bandeira amarela que tirou o líder do campeonato, o neozelandês Scott Dixon, da ponta. Sem o principal rival na luta pelo título por perto, Helinho tinha tudo para vencer a segunda corrida consecutiva no ano, mas uma manobra nas últimas voltas pôs tudo a perder: Wilson se aproxima de Castroneves para fazer a ultrapassagem mas o brasileiro fecha a porta duas vezes. Resultado: a direção de prova entendeu que o brasileiro teria de ceder o 1º lugar a Wilson, uma decisão polêmica e extremamente arbritária.

Wilson venceu sua primeira na IRL, mas quem gostou da confusão foi Dixon. O neozelandês ainda é líder com 606 pontos contra 576 de Castroneves, o 2º. No próximo fim-de-semana acontece a última e decisiva prova do ano, em Chicago, e Dixon tem uma boa margem para se considerar o quase-campeão.
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F-Indy-IRL em detalhes no blog Eu Sou Indy.

Rossi faz história (mais uma vez)

Bem, eu ia fazer um post sobre a vitória de Valentino Rossi na Moto GP. Mas o fera Rodrigo Mattar matou a pau no A Mil Por Hora, seu blog na rede mundial.

Uma prévia do que Mattar escreveu e que me tirou o fôlego:

"Justiça seja feita: Valentino Rossi, que já pertencia ao Olimpo do esporte mundial, pode ser considerado sem nenhum exagero o maior piloto de Motovelocidade da história. Um gênio que só aparece de quando em quando para encantar os mortais. Como Dante, Picasso, Beethoven, Michelangelo, Dalí, Pelé, Maradona, Mozart, Hendrix, Tiger Woods, Michael Jordan, Magic Johnson, Federer, Nadal, Senna, Schumacher, Agostini e, agora, Rossi."

Clique aqui e confira o post do Rodrigo na íntegra.

terça-feira, 3 de junho de 2008

Enquanto isso, sobre duas rodas...

No último fim de semana houve folga na F-1, mas trabalho duro na Moto GP. E no mundo das duas rodas Valentino Rossi voltou a vencer, dessa vez na Itália, e é o líder do campeonato. Aliás, uma imagem de Rossi correu o mundo da velocidade: a identidade visual um pouco "diferente" em seu capacete foi um sucesso de público. Engraçadíssimo!




Isso aí é o Rossi. Há quem ache que o italiano apela mais pro marketing do que deveria. Sinceramente eu discordo. Acho que Rossi é uma das figuras mais inventivas do planeta-motor, que faz com que o espectador além de assistir ao espetáculo da velocidade, se sinta atraído a ir ver qual a nova idéia mirabolante saiu de sua cabeça. E é bom que fique claro, Rossi só ganha visibilidade com suas extravagâncias porque de fato é muito bom no que faz. Ja tem sete títulos no currículo e venceu a corrida em Mugello pela sétima vez seguida. Alguém com uma carreira tão consolidada como a sua não precisa apelar pro marketing para ter visibilidade. Rossi faz isso puramente pelo prazer de causar burburinho, de atrair os holofotes para sí e, indiretamente, para a categoria que disputa. É o sonho de todo dirigente, não?


Rossi na Ferrari?

E também nos últimos dias, Valentino admitiu que foi assediado pela Ferrari pra disputar corridas de Fórmula-1. Rossi chegou a treinar várias vezes em 2005 e a equipe italiana tinha pretensões de torná-lo companheiro de equipe de Michael Schumacher em 2006.




Não custa nada dar asas à imaginação, né? E fazendo isso a pergunta óbvia é: como seria ver nas pistas de F-1 o maior xodó da Ferrari (Schumacher), e um italiano (Rossi) dividindo o mesmo box? Sim, porque a Ferrari sempre sonha em ter um italiano campeão em seu cockpit. Será que Rossi sairía da Moto GP, onde seu nome é o mais valorizado do grid para ir se arriscar na F-1? E se ele começasse (é uma possibilidade, oras) a andar mais que o Schumacher? A equipe italiana ia dar ordens no estilo Schumacher-Barrichello a um piloto italiano?


Rossi ainda disse que não descarta a possibilidade de um dia vir a correr de F-1: "Não sei quando e se eu vou me dar bem, mas ainda existe uma possibilidade de correr na Fórmula 1. Ainda aproveito minha vida e tenho paixão pelas motos". Não dá pra não continuar a dar asas a imaginação...


E o alemão cai...


Quem já fez a conversão de categorias foi Michael Schumacher. O alemão, depois de 68 poles, 91 vitórias e 7 títulos de Fórmula-1, se aposentou em 2006 e decidiu se dedicar aos hobbies. Se tornou consultor da Ferrari, foi a alguns Gp's em 2007 e esse ano e está andando no Campeonato Alemão de Super Bike.


A seguir, foto da pacata aposentadoria do Michael:


O alemão não podia arrumar um hobby menos perigoso não?