segunda-feira, 6 de outubro de 2008

BMW - 2009

Depois de Ferrari, McLaren, Toyota, Williams e Red Bull, é a vez de a BMW anunciar a dupla de pilotos para 2009. Num comunicado rápido, Mário Theissen, o chefe da equipe, anunciou a manutenção de Robert Kubica e Nick Heidfeld como titulares e de Christian Klien como piloto de testes.

Kubica, o polonês-voador, chegou à F-1 quebrando algumas barreiras. Logo no seu ano de estréia já derrubou um campeão mundial: Jacques Villeneuve se acidentou no GP Alemanha 2006 e não apresentava condições de disputar a prova seguinte, o GP Hungria. Kubica foi escalado para substituí-lo e não mais saiu do posto de titular da equipe, deixando Villeneuve (que também já não satisfazia o time bávaro) na geladeira. No ano seguinte, o polonês foi a sensação da temporada com seu estilo rápido. Seu acidente do GP Canadá marcou 2007 e expôs o alto padrão de segurança da F-1 atual.

No ano seguinte, no mesmo circuito de Montreal, Kubica venceu a 1ª corrida de sua carreira, naquela que também foi a 1ª vitória da BMW na F-1. Heidfeld foi o 2º e completou a dobradinha.


Nick Heidfeld é alemão e está na F-1 desde 2000. Foi um piloto muito aclamado em suas passagens pela categorias de acesso, mas nunca figurou como campeão na F-1. Sempre esteve em equipes médias e assistiu de perto o sucesso dos companheiros de equipe. Em 2001 seu parceiro, o então promissor Kimi Raikkonen, disputou apenas uma temporada ao seu lado na Sauber. No ano seguinte Kimi já era contratado pela McLaren, enquanto Heidfeld continuava na equipe suíça, tendo como parceiro de equipe o brasileiro Felipe Massa. Em 2003, Nick assiste a mais uma mudança na dupla de pilotos da equipe de Peter Sauber: Massa é dispensado e se torna piloto de testes da Ferrari, enquanto Heinz Harald Frentzen ocupa a vaga em aberto.

Em 2004, Heidfeld vai para a Jordan, que emitia claros sinais de estar dando seus últimos suspiros. Com a venda da equipe no fim daquele ano, Nick consegue vaga na Williams em 2005, passando mais um ano limitado ao meio do grid. Em 2006 retorna à uma “nova” Sauber, já vendida à montadora alemã BMW.

A BMW está em sua participação mais promissora na F-1. Depois de fornecer motores às equipes Brabham, Arrows e Benetton nos anos 80 e de equipar a Williams durante a 1ª metade da atual década, a montadora alemã retornou à F-1 como equipe construtora, comprando a Sauber e utilizando a estrutura já existente no antigo time suíço. Atingiu o 5º lugar em sua estréia em 2006 e foi vice-campeã ano passado, beneficiada pela desclassificação da McLaren. Em 2008 a equipe alemã figura como a 3ª força da F-1 e seu piloto mais jovem, Robert Kubica, corre por fora na briga pelo título mundial.

O anúncio da dupla da BMW para 2009 fecha mais uma porta para Alonso, que dá pinta de continuar na Renault.

sábado, 4 de outubro de 2008

O Mercado

Não, aqui (pelo menos dessa vez) não falaremos do mercado financeiro mundial, a um passo de entrar em severa convulsão. Falaremos de um mercado que negocia gente, talento, e, claro, muita grana também!

É o mercado dos pilotos de Fórmula-1 nesse fim de temporada 2008. O ano está acabando e, ao contrário das últimas temporadas, muitas equipes ainda não definiram suas duplas e muita gente está sem ter certeza se vai ter carro para correr em 2009 ou se ficará a pé.

O “Elemento X” da atual indefinição do mercado é o bicampeão Fernando Alonso. O espanhol está na Renault, mas o consenso da Rádio-Paddock (a agência não-oficial de notícias, fofocas, boatos e futilidades da F-1) é de que ele mire uma vaga na Ferrari em 2010. Mas, a equipe já tem dois pilotos confirmados até lá. Mas dizem que o contrato de Raikkonen pode ser cancelado até lá. Mas isso ninguém tem certeza porque o contrato é confidencial. E de “mas em mas” segue a boataria em torno da indefinição da vida do espanhol.

A certeza maior é uma só: Alonso não quer ficar limitado em um carro fraco como a Renault que, em condições normais de temperatura e pressão, não lhe oferece chance nem de pódio. Porém, as portas das duas equipes grandes, Ferrari e McLaren, estão (até onde nossa vã filosofia nos permite apurar) fechadas ao bicampeão espanhol.

Alonso teria várias opções para o ano que vem. Os jornais europeus já o garantiram na BMW, na Honda, na própria Renault, na Ferrari, e a última fofoca da qual tive notícia o colocava na Toro Rosso. E a virtual presença de Dom Alonso das Astúrias em cada um desses times significa a derrocada de alguém que deve dar lugar ao espanhol, exceto, talvez, na Renault. Confira os possíveis cenários:

Alonso na Renault: para o editor desta página, é o cenário mais provável. Alonso já é da casa, conhece bem a escuderia francesa e tem moral dentro do time por ter conseguido a glória de dois títulos mundiais guiando pela equipe. A saída do bicampeão para a McLaren em 2007 não parece ter provocado ressentimentos entre os comandados pelo italiano Flávio Briatore.

E mesmo tendo um desempenho tão ruim como o desse ano a Renault pode sonhar com uma perspectiva de melhora. Ano que vem o regulamento sofrerá mudanças profundas quanto ao modelo dos carros. Serão alterações na aerodinâmica (que será restringida), nos pneus (voltam os slicks) e a introdução do KERS, o sistema de recuperação de energia cinética. Nesse ambiente é possível que as duas grandes, envolvidas com disputa do título desse ano, percam algum tempo no desenvolvimento dos bólidos de 2009, e sobre um espaço para os times emergentes;

Alonso na BMW: por falar em emergente, esse é o maior exemplo de equipe que promete e cumpre. Há um tempo atrás Mário Theissen, o alemão que chefia a equipe também alemã, prometeu que 2008 seria o ano de a BMW vencer seu primeiro gp, dada a rápida evolução do time desde que foi comprado pela montadora. E a promessa foi cumprida em Montreal, no GP Canadá. Segundo Theissen 2009 é o ano de brigar pelo título. É perfeitamente crível.

A equipe alemã cresceu fortemente desde que foi vendida por Peter Sauber. Com uma significativa injeção de capital o time fez um bom ano em 2006 e foi o destaque de 2007. No início da atual temporada incomodou as duas equipes-titãs e chegou a liderar o campeonato. De lá pra cá, os alemães parecem ter perdido um pouco daquele brilho, mas ainda são a 3ª força do atual grid, seguramente.

Além da boa equipe técnica o time conta com uma dupla de pilotos festejada: o polonês Robert Kubica e o alemão Nick Heidfeld são rápidos o suficiente para, vez ou outra, terminar as corridas se intrometendo entre as Ferrari e as McLaren. Heidfeld, porém, parece ter se perdido no cockpit do F1.08: é regularmente batido pelo companheiro de equipe, tanto nas classificações quanto nas corridas, e o desempenho modesto do alemão em relação ao polonês levanta desconfianças da direção da equipe. Diz-se que Heidfeld está na corda bamba.

A possível saída de Heidfeld abre uma brecha para uma possível entrada de Alonso no time bávaro. Se a transação realmente se confirmar, Alonso formará com Kubica uma das duplas de maior octanagem do grid: o polonês já exibiu seu grande talento e velocidade e do asturiano não é preciso falar nada.

Essa opção seria, a meu modo de ver, a mais acertada para o bicampeão. A BMW é a mais promissora das equipes médias, estando num patamar acima de Renault, Toyota, RBR e STR, mas um passo atrás de Ferrari e McLaren;

Alonso na Toro Rosso: a equipe do ex-piloto austríaco Gerhard Berger também chegou a sua primeira vitória em 2008. O prodígio alemão Sebastian Vettel levou o bólido italiano ao alto do pódio do GP Itália, em casa, no circuito de Monza, com uma exibição irretocável. Por essas e outras o menino, apelidado de Baby-Schumacher, está de malas prontas para sair da filial, a Toro Rosso, e ir para a matriz, a Red Bull. Não se sabe até onde a mudança de ares será positiva para Vettel, já que a equipe de Berger vem conseguindo resultados mais expressivos do que os do time das bebidas energéticas.

O fato é que a saída de Vettel também deixa uma vaga em aberto. E os postulantes a esse espaço não são poucos. Baseado nas fofoquinhas dos periódicos europeus, pode-se apontar pelo menos três pilotos na briga pelo lugar no time italiano: Alonso, Bruno Senna e, numa hipótese por mim considerada improvável, Nick Heidfeld.

Certa vez, Berger afirmou que a composição ideal para sua equipe teria um piloto jovem e outro mais experiente. E essa descrição cabe perfeitamente no cenário da equipe caso Alonso realmente seja contratado: Bourdais, que forma a atual dupla com Vettel, seria o talento jovem e o bicampeão seria a voz da experiência nos boxes da Toro.

A tal fala de Berger também pode sinalizar a vinda de Bruno Senna para a STR. Nesse caso, Bourdais ficaria a pé e o brasileiro formaria dupla com o espanhol. O mais improvável é a vinda de Heidfeld. Outrora considerado um futuro campeão, Heidfeld teve como sina ser eclipsado pelos companheiros de equipe: levou um banho de Raikkonen na Sauber e está sendo moído por Kubica na BMW. Acabou ficando com um ar de Rubens Barrichello: jovem talento não confirmado na categoria principal.

Para o editor deste mambembe blog, a Toro Rosso é uma opção plausível para Alonso. A equipe já admitiu que aceita o espanhol mesmo com um contrato curto e maleável, para o que o asturiano possa sair quando pintar a desejada vaga na Ferrari. Falando em Ferrari, a STR corre com motores do time do cavalinho rampante. Ótima chance para o espanhol ir se familiarizando;

Alonso na Honda: é, de longe, a pior saída. Apesar dos fartos recursos financeiros que a montadora oferece, a Honda ainda não retomou o sucesso dos anos 80/90, quando equipou os campeoníssimos McLaren de Alain Prost e Ayrton Senna. Vive na pindaíba, brigando com a Force India para não ocupar a última fila do grid.

Mas não é uma chance descartada por Alonso. Vale lembrar que o time está sob a batuta de Ross Brawn , um dos arquitetos da ressureição da Ferrari na virada da última década. Portanto, a Honda pode ser uma das surpresas de 2009. Na hipótese da ida do bicampeão para o time japonês, a primeira cabeça a ser degolada, em tese, é a de Rubens Barrichello. Em um fim de carreira decepcionante, Rubinho ainda não teve menção de renovação de contrato com a equipe e pode “ser aposentado” pela contratação do espanhol.

Como já disse, essa é a pior saída possível para Alonso;

Alonso na Ferrari: coloco a escuderia italiana nessa postagem mais pela insistência da mídia em tratar do assunto do que por acreditar que é algo concreto. Para 2009 a hipótese jamais seria possível porque o contrato de Raikkonen e Massa não oferecia essa brecha. Mesmo assim surgiram teorias que falavam em um rompimento entre a equipe e o finlandês. A possibilidade foi logo anulada por Luca di Montezemolo, presidente da Ferrari, que garantiu não só a manutenção do contrato do nórdico como sua extensão até 2010.

Imediatamente após o anúncio da prorrogação do vínculo de Raikkonen com a Ferrari novos boatos surgiram, dando a renovação como uma espécie de agrado da equipe para incentivar o atual campeão do mundo a ajudar Massa na tarefa de garantir o título desse ano. Segundo as novas especulações, a partir do fim de 2009 a multa rescisória para uma possível dispensa de Raikkonen seria ínfima e/ou facilmente pagável por um patrocinador forte (notadamente fala-se muito no banco espanhol Santander).

A presença do asturiano na equipe italiana não é algo impossível, afinal, já vimos muitos contratos serem rompidos na F-1. Mas, definitivamente, não é algo para 2009 e, na remota possibilidade de se confirmar em 2010, certamente seria uma união de grande sucesso. Há, porém, certo receio em relação ao temperamento desagregador do bicampeão, que poderia gerar atritos importantes entre a dupla de pilotos que vier a se configurar, algo não tolerado na equipe de Maranello.

sexta-feira, 3 de outubro de 2008

O Escriba Recomenda

Duas dicas de leitura para o fã da velocidade que, eventualmente, passa por aqui, ambas do site Grande Prêmio:

Uma é a coluna Retrovisor, garantia de bons risos num episódio envolvendo Nelson Piquet, narrado por Roberto Brandão. Para acessá-la, clique aqui.

A outra é bem menos efusiva e trata de um tema um pouco mais tenso: segundo o site, fontes ligadas à Ferrari revelaram que a scuderia detectou que Kimi Raikkonen está andando menos do que pode propositadamente. Estaria fazendo o chamado "corpo mole." E de quebra ainda caiu na noitada cingapuriana após a classificação de sábado. Clique aqui para conferir a matéria de Victor Martins na íntegra.

Se os fatos relatados na reportagem de Martins realmente procederem, Raikkonen estará dando um show de falta de profissionalismo que queimará seu filme não só com a Ferrari, mas com todo o grid.

Polêmica Requentada

"Sou tão bom quanto Senna"

A frase é de Lewis Hamilton. Para boa parte dos brasileiros, que ainda têm Senna como um ídolo inatingível, soa como uma heresia. E é.

Não digo isso por acreditar que Senna foi-o-melhor-de-todos-e-ponto-final. Digo porque Hamilton é um moleque de 23 anos, em seu segundo mundial, e que, mesmo fazendo tudo o que fez e tendo os ótimos desempenhos que teve até aqui, ainda nem é campeão. É um grande piloto, tem condições de, um dia, ser comparado a Senna, mas por hora é só um aspirante a campeão. Só.

E o problema não é ser ou não ser campeão. É, tão jovem e com tanta coisa pela frente, querer se comparar a um piloto da relevância de Ayrton Senna. Falta base para tal (tentativa de) argumentação.

Senna foi um piloto que em 10 anos de Fórmula-1 papou 41 vitórias, 65 poles e 3 títulos, só pra ficar entre os números mais marcantes. E na verdade não são os números o grande referencial da carreira de Ayrton, e sim suas exibições marcantes, suas brigas com os companheiros de equipe, em especial com o aclamadíssimo Alain Prost, de quem Ayrton venceu um e perdeu outro campeonato com o mesmo equipamento. Senna está, junto com Fangio, Clark, Stewart, o próprio Prost, Schumacher e alguns outros, no Olimpo dos mestres da velocidade. E nesse Olimpo a pergunta que se faz é: quem é Hamilton? O que esse sujeito fez até aqui para se julgar digno de merecer menção entre nós?

Esta, senhores, é uma polêmica requentada. Durante o julgamento da apelação do drive-trough sofrido pelo mesmo Hamilton, ele já havia se proclamado o melhor em seu trabalho. Ótimo, no fundo o piloto precisa mesmo se achar "o bom" para levar seu trabalho adiante. Mas se achar superior a tudo e a todos é de um arrogância irritante.

Se comparar a um ídolo da grandeza de Senna a essa altura da carreira também. É a maior prova de que o garoto tem muito o que amadurecer.

Palestra-Ferrari

Em tempos de Fórmula-SuperLiga, que mistura futebol e automobilismo, o departamento de marketing do Palmeiras surpreende: discute com a Fiat e a Ferrari a tentativa de exibir a marca da equipe italiana nas camisas do verdão em jogos nas próximas rodadas no Brasileirão.

Seria uma oportunidade e tanto para o time promover o GP Brasil e ganhar visibilidade. A existência da proposta da parte do time paulista se explica por vários fatores: o Palmeiras, como todo mundo sabe, é um time de fortes raízes italianas, chegou até a se chamar "Clube Palestra Itália" em determinado momento de sua trajetória. Além disso o time é patrocinado pela montadora Fiat, pertencente ao mesmo grupo empresarial da Ferrari, o Grupo Fiat.

Segue a imagem extraída do site Grande Prêmio:

Se tudo correr como espera a diretoria do Palmeiras, a marca da escuderia italiana será exibida na camisa do time em dois jogos entre o fim do mês de outubro e o início do mês de novembro.

Não me lembro de ter visto algo desse gênero alguma vez. Se der mesmo certo será uma grande tacada do time alvi-verde.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

Triângulo Capital

Depois de ver a notícia da vinda do Hakkinen, me deparo com uma outra, no Pit Stop: há uma exposição em curso também no Rio, sobre a vida e a carreira de Ayrton Senna (para mais detalhes clique aqui).

Portanto, a Cidade Maravilhosa respirará automobilismo nos próximos dias. Queria eu estar por lá!

E o envolvimento da categoria-top do automobilismo mundial com o país do carnaval não pára. O mês de outubro ainda vai contar com exibições dos bólidos em outras duas cidades que, como o Rio, já foram ou são capitais federais:

- Em Brasília uma exibição da Red Bull contará com o desfile de um monoposto da equipe. O evento será no dia 11 de outubro;

- Em Salvador (ah, São Salvador...) a Williams é que faz a festa do fãs da velocidade no dia 19.

E ainda tem a corrida dia 02 de novembro, na capital financeira do país, São Paulo.

Momento de raro destaque do automobilismo no país do futebol.

Hakkinen Returns!

Calma, calma! O bicampeão finlandês não está de volta à F-1. Ele estará de volta ao Brasil no próximo dia 7, no Rio de Janeiro, participando da campanha "Piloto Da Vez", com o objetivo de reforçar a idéia de que bebida alcoólica e direção não combinam.

Mika Hakkinen fará uma exibição aberta ao público maior de 18 anos no sambódromo carioca e ao final algum sortudo será levado até sua respectiva casa pelo bicampeão.

Cariocas, não percam esse oportunidade única!

Não é a 1ª vez que o movimento acontece no Brasil. Ano passado ações da campanha Piloto da Vez aconteceram em São Paulo duas vezes: em agosto o próprio Hakkinen participou e deu carona a um cliente de bar da noite paulistana, que havia bebido. Em outubro, às vésperas do GP Brasil, Lewis Hamilton também marcou presença na campanha de conscientização, deu carona a um felizardo consumidor de um bar e distribuiu convites para a etapa brasileira da F-1.

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

E começa a foTelança...

A tal FOTA, organização criada no fim de julho pela equipes (como você pode ver clicando aqui), começa a pôr as asinhas de fora. A notícia é meio requentada, saiu ontem, mas no corre-corre do cotidiano eu acabo só comentando hoje:

A idéia da FOTA é chamar mais a atenção dos espectadores para a sexta-feira pré-gp criando uma espécie de semi-corrida, que não valeria pontos para o mundial mas teria uma polpuda premiação de 1 milhão de dólares.

Segundo a FOTA essa é uma tentativa de aumentar o efeito do "espetáculo" durante o fim de semana.

Ok. A intenção, aparentemente, é muito boa. Mas, vamos ao que é factual:

- Uma "semi-corrida" na sexta-feira certamente iria atrair alguma atenção. Mas qual o real sentido de uma situação como essa? Pura e simplesmente vontade de gastar dinheiro?

- A existência desse possível artifício trás questões como: vale a pena o risco de um piloto correr na sexta, sofrer algum acidente e ficar fora da corrida de domingo?

- Se as equipes, a FIA e-os-manda-chuvas-que-mandam-na-categoria-de-fato quisessem aumentar o tal do "espetáculo" as mudanças deveriam ocorrer no formato do carros, carga aerodinãmica e o blábláblá que todo mundo está careca de saber!

- Sim, me irrito com as idéias geniais que surgem de quando em quando na F-1.

Williams - 2009

Sem grande alarde, a Williams anunciou sua dupla de pilotos para 2009: o alemão Nico Rosberg e o japonês Kazuki Nakajima continuam a guiar os monopostos de sir Frank Williams.

O anúncio vem depois do bom 2º lugar de Rosberg em Cingapura, melhor resultado da escuderia desde o também 2º posto de Nick Heidfeld, quando ainda corria para Frank no GP Europa 2005.

Rosberguinho, filho de Keke Rosberg, campeão pela Williams em 1982, está na equipe desde 2006. Kazuki, também filho do ex-piloto de F-1 Satoru Nakajima, corre pelo time inglês desde 2007.

Para ambos a Williams é a primeira experiência como titular na F-1.

São portas que se fecham para Bruno Senna, que afirmou estar conversando com várias equipes para o ano que vem.

Mais do mesmo: pixotada ferrarista nivela a disputa por baixo

A pole-position conquistada no sábado por Massa em Cingapura foi uma surpresa total. Esperava-se um domínio da McLaren, mas a Ferrari do brasileiro andou simplesmente 6 décimos melhor que o carro de Hamilton, mesmo com uma estratégia de paradas parecidas com a do inglês. É muita coisa.

E o que foi visto na noite de domingo no Marina Bay Circuit foi quase que conclusivo: a Ferrari trabalhou duro para fazer do F-2008 um carro definitivamente melhor do que o MP4/23. O favoritismo da McLaren foi esmagado por um bólido que não demonstrou problemas no aquecimento de seus pneus e que se saiu muito bem na pista travada de Cingapura. Massa largou bem e em 14 voltas abriu uma distância de mais de 4 segundos para Hamilton. Enquanto isso, Raikkonen fazia voltas de classificação no 3º lugar, possivelmente pronto para atormentar a vida do piloto da McLaren. A Ferrari certamente planejava uma dobradinha que lhe daria a liderança total no campeonato de pilotos e no de construtores.

Mas aí Piquetzinho bateu (e eu andei lendo algumas teorias arrepiantes sobre o acidente do Nelsinho. Há quem diga que tudo foi armado pela brilhante mente de Flávio Briatore para que Alonso surgisse na ponta. Eu prefiro acreditar que ninguém seria tão sórdido a esse ponto, apesar de já ter visto muita coisa errada na F-1). E a batida de Nelsinho promoveu a entrada maciça nos boxes. E na hora do pit stop toda a vantagem que a equipe de engenheiros construiu, que os pilotos testaram e “retestaram” e que estava dando a Massa a liderança do campeonato, tudo isso foi jogado fora por uma decisão precipitada do chefe dos mecânicos.

Não foi a primeira vez, como o leitor já deve saber. Tomara que tenha sido a última. Não só por Massa ser brasileiro, mas para que não tenhamos de ver uma equipe de tantos títulos como a Ferrari nivelando o campeonato por baixo. Porque foi isso que a mangueirada ferrarista conseguiu: entregar o campeonato a Hamilton, que a partir de agora não precisará mais se arriscar. O inglês poderá optar por ser conservador, se resignar em chegar ao pódio e não mais nos brindar com seu estilo agressivo, por vezes em excesso, é verdade, mas deliciosamente agressivo. Não mais teremos a perspectiva de um duelo entre Massa e Hamilton, que eu tenho certeza, não hesitariam em levar uma disputa de posição às últimas conseqüências se estivessem separados por poucos no campeonato. A não ser que aconteça algum problema com o inglês nas próximas provas, Massa continuará a ser o leão que sempre tem sido em 2008 porque não tem muito a perder. Mas Lewis pode se conformar em ser um gato doméstico, dócil, afável e sempre a espera da recompensa de seu dono.

E ainda há um dado: Raikkonen passa a ter um papel fundamental na vida de Massa daqui até o fim do ano. Afinal, o brasileiro precisa, além de ganhar, de que Hamilton chegue em 3º ou pior posição em todas as corridas que restam. Trocando em miúdos, a Ferrari precisa de três dobradinhas em três corridas se quiser ter um piloto campeão. Desempenho total, 100%, full time. E pelo que nós temos visto, Raikkonen dificilmente poderá proporcionar essa ajuda a Massa.

O fim de ano que poderia ser de uma interessante guerra mental e psicológica será o fim de ano de um piloto que não precisa se pôr em risco, contra outro que terá de se esfalfar se quiser ser o campeão. Foi essa a pior conseqüência do circo no pit stop vermelho em Cingapura. E com um dado alarmante: a bagunça interna da Ferrari parece sinalizar uma volta no tempo. É um arrepio frio que já deve ter passado pela espinha de Massa e Raikkonen. O elenco técnico do time italiano parece estar voltando aos anos 80, quando a equipe simplesmente perdeu uma década graças a sua própria desorganização.