Poucas surpresas no Q2. Equipes do meio no lugar que costumeiramente são delas. O que fez a diferença entre estar na superpole ou não, em muitos casos foi alguma diferença de experiência entre os pilotos. É o caso de Alonso-Piquet, por exemplo. Mas, há pilotos que andam invertendo esse lógica. Na RBR, o pré-aposentado David Coulthard, com todos os seus 14 anos de anos de F-1 e passagens por Williams e McLaren, ficou fora do Q3, enquanto o companheiro Mark Webber (que não é nenhum garotão, mas também não está há décadas na categoria) larga numa boa 7ª posição.
O caso acima parece muito particular. Coulthard, não é de hoje, já dá pinta de estar fora de forma. Já se envolveu em acidentes com praticamente todo o grid de Melbourne pra cá e vem sendo batido com certa regularidade até pelos jovens pilotos da filial de Red Bull, a Toro Rosso. E por essas e outras, especula-se que o veterano Coulthard esteja em sua penúltima corrida na F-1. Diz-se, a boca miúda, que Coulthard seria "convidado" a antecipar sua aposentadoria no GP Itália para que o futuro, representado por Vettel, assuma logo a vaga na RBR e deixe o passado definitavemente para trás. A expectativa da RBR é de que o alemãozinho Vettel já chegue em 2009 adaptado ao carro "energético".
--Num ano de honrosos pódios, a Toyota não levou nenhum de seus carros ao Q3. É até uma surpresa, já que os japoneses costumeiramente entram no Top-10. Porém, não há, pelo menos aparentemente, nenhuma queda de rendimento. O fato é que a briga das "médias" é muito acirrada e qualquer detalhe anda fazendo a diferença. E a evolução da STR está deixando a briga do pelotão intermediário ainda mais tensa.
11
Jarno Trulli
Toyota
1min46s949
12
Nelsinho Piquet
Renault
1min46s965
13
Timo Glock
Toyota
1min46s995
14
David Coulthard
Red Bull
1min74s018
15
Nico Rosberg
Williams
1min47s429


Depois da sessão-tapetão houve, enfim a corrida. Corrida que, aliás, foi dominada pela Ferrari. Primeira fila na classificação de sábado, dobradinha no domingo. A prova, no pelotão da frente, foi previsível. O único momento de tensão vivido entre os ponteiros foi na largada: as Ferrari lideraram sem problemas, porém, Alonso e Hamilton estiveram perto de se tocar.
Lado-a-lado na curva La Source, a primeira após a partida, os dois pilotos da equipe prateada dividiram cada centímetro da pista. Malandro, Alonso deixou o carro espalhar, mas não obteve vantagem imediata sobre Hamilton. O inglês aproveitou a área de escape asfaltada, conseguiu aderência e equilíbrio e ficou em paralelo com o espanhol. A manobra kamikaze dos dois ainda não havia terminado. A próxima curva era a famosa Eau Rouge. Hamilton e Alonso mergulham juntos no declive com o pé embaixo. Sob os gritos histéricos de “aí não cabem dois”, disparados por Galvão Bueno, as duas McLaren decidem a manobra na tangência seguinte. Com o lado preferencial, Alonso fica com a 3ª posição e, junto com Hamilton, protagoniza um dos grandes lances da temporada. Pode-se dizer que, para o “G4” (as duplas de Ferrari e McLaren), a corrida acabou aí. A Ferrari partiu para comandar as ações e a McLaren apenas completava os 4 primeiros lugares. No pelotão intermediário pegas animados movimentaram as 44 voltas na pista belga.
