sábado, 31 de janeiro de 2009

Hiato

O olho-chefe informa que, graças a alguns problemas pessoais surgidos na última hora (e esses não são relativos ao vestibular, como poderia parecer) , o blog ficará sem atualizações até a próxima segunda ou terça-feira.

A expectativa é de que o trablho volte ao normal o mais depressa possível.

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

[OFF] Ainda não foi dessa vez

Bem, sempre fiz questão de deixar claro, inclusive na apresentação pessoal do blogger, que minha maior vontade na vida é cursar jornalismo. Na verdade não se trata só de uma vontade: é sim um sonho. Se pudesse já estava na faculdade particular. Mas é inviável. Me resta tentar a pública.

E eu ouso botar para fora uma mísera questão existencial no meio desse turbilhão que agita o mundão de meu Deus.

Saiu hoje o resultado do Vest-UFES 2009. E como eu gostaria de poder um post festivo, com direito a choro de alegria. Porque chorar, eu até chorei, escrevendo esse post, aliás. Pela 3ª vez, não deu. “Que pena”, “tenta de novo”, “fim do ano tem mais” são as palavras que a gente recebe numa hora dessas. Mas não é tão simples.

Se você tem um sonho e lutou para realizá-lo, sabe como é difícil encontrar uma barreira e tentar transpô-la. Ainda mais quando se bate na mesma barreira por 3 vezes. É sim, frustrante. É sim a hora em que você repensa sua vida, se vale a pena e, especialmente, se vai ter coragem de encarar tudo de novo. É a hora em que você projeta o futuro e sabe que vai ter de lidar, novamente, com a pressão invisível que existe em torno de você. Afinal, “esse cara tem 20 anos e ainda não decidiu o que quer.” Os olhares de rabo de olho de conhecidos, amigos e parentes pesam. Não é fácil.

Não é fácil ver o sacrifício de mãe e pai para pagar um cursinho. Não é fácil ver cotistas entrando com 20 pontos a menos do que você. Aliás, não fosse a reserva de 40% de vagas, eu estaria comemorando meu ingresso na universidade pública. E pensar que aqui em casa foi a maior luta para que eu pudesse estudar numa escola particular.

Eu poderia fazer um discurso emocionado contra as cotas, mas sequer é preciso. Fazer 84 pontos e não passar enquanto neguinho está entrando com 64 já dá a idéia da aberração que é o sistema com o qual estão tentando consertar as décadas (ou séculos) de descaso que atravessamos calados por essas bandas do planeta.

Porém, a consciência está tranqüila. Não faltou esforço, não faltou estudo. Se não deu é porque não deu. Afinal, eu e todos estávamos cientes de que eram mesmo só 60% das vagas. A guerra já se iniciou com o cenário desenhado. Botar a culpa nas cotas, na família, em Deus ou em qualquer outro seria por demais injusto de minha parte.

Chance de entrar ainda existe, mesmo que vaga: meus 84,73 pontos me credenciam como 6º suplente. Improvável, não impossível. Mas nem quero depositar muitas esperanças em uma possibilidade tão remota de 6 desistências.

Então chega de drama. No final das contas tudo o que vale são as palavras do começo do post: “no fim do ano tem mais.” Mesmo sem saber exatamente o que fazer, desistir não está nos meus planos. Porque quem desiste dos sonhos acaba levando uma vida incompleta, como um rascunho de algo que não saiu do papel. E eu não quero pertencer a esse grupo, jamais.

* Não sei ainda se tiro umas férias do blog. O mais certo é que não. “Trabalhar” aqui ajuda a manter a cabeça ocupada e longe de pensamentos menos nobres.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

O Sábio Ron

Os homens que mandam no mundo estão em Davos, na Suíça, reunidos no Fórum Econômico Mundial. Os jornais nos informam qual é a pretensão dos governantes e dos empresários: reinventar o sistema financeiro do planeta, atravessando uma severa convulsão por causa da crise que, aparentemente, encerrou a era neoliberal.

Enquanto isso, o homem forte de certo império da F-1 pediu a palavra. Ron Dennis, com conhecimento de causa de quem está próximo de completar 30 anos dentro do circo, distribuiu pílulas de sabedoria, deixando claro que a F-1 também precisa de novas idéias: "acredito firmemente que o modelo de operação de um time como entidade financeira é anacrônico. Costuma funcionar, mas não vai funcionar no futuro. Para equipes totalmente pertencentes a grandes montadoras ou outras empresas multibilionárias, este modelo insustentável ainda pode dar certo. Pelo menos enquanto elas queiram continuar a financiar uma escuderia."

Perguntado sobre o futuro da F-1 e se a categoria está mais próxima do passado, com equipes mais modestas, Ron foi categórico: "em uma palavra, não. O corte nos custos vai causar impacto. Mas, junto com a FIA, estamos tentando minimizá-lo. É muito cedo para entrar em detalhes, pois a hora é de planejamento. Mas o ponto-chave do processo é cortar gastos, sem minar o DNA da F-1. Porque é esse DNA que mantém os fãs colados na TV aos domingos e é este DNA que atrai corporações multinacionais a investir como patrocinador das equipes. Esportes de sucesso superam recessões."

Depois dessas, somente pitacos rápidos da parte desse blogueiro:

- Outro dia fui até o Médici e opinei sobre o Dennis: “pode não ser dos mais simpáticos homens que habitam a F-1. Mas ele não está ali para sorrir, está para garantir seu pé-de-meia.” Podia também acrescentar que o ex-mecânico esteve onde esteve para trabalhar duro e montar um pequeno e bem-sucedido feudo. Entre mitos gigantes e que carregam consigo parte da identidade de um país, como a Ferrari, Dennis fez bonito (chegando a superar o número de vitórias da scuderia em 1993). Apesar disso, há os que preferem lembrar de Ron pelo mau humor. Eu, sinceramente, prefiro ressaltar a astúcia e a inteligência desse senhor;

- Não duvidando da capacidade de Martin Withmarsh, há dúvidas de que a McLaren deixa de contar com uma senhora presença no pitwall?

Monte Carlo Maravilha

No passado eram as Pirâmides de Gizé, os Jardins da Babilônia, a Estátua de Zeus, o Templo de Ártemis, o Maosoléu de Halicarnasso, o Colosso de Rodes e o Farol de Alexandria. No mundo contemporâneo a internet elegeu outras: a Muralha da China, as Ruínas de Petra, o Cristo Redentor, Machu Pichu, o Chichén Itzá, o Coliseu e o Taj Mahal. Agora os ingleses elegeram as Sete Maravilhas do Esporte. E não teve pra ninguém: a pista de rua de Monte Carlo, famosa por sediar o Grande Prêmio de Mônaco, foi escolhida como a maior das maravilhas do esporte.

Com 18% dos votos, a pista de Mônaco encabeçou a lista que conta ainda com os estádios Nou Camp, em Barcelona, na Espanha; Ninho de Pássaro, em Pequim, na China; Santiago Bernabeu, em Madri, na Espanha; San Siro, em Milão, na Itália; e Maracanã, no Rio de Janeiro. O Top-7 é fechado pelo Campo de Críquete de Melbourne, na Austrália.

Curiosidades da votação: das sete maravilhas, 6 possuem alguma relação com o futebol. O esporte mais popular do mundo, como não deixaria de ser, imprimiu sua marca na votação. Além dos 5 estádios eleitos, o tal Campo de Críquete já abrigou jogos amistosos da seleção australiana de futebol.

Curioso mesmo é ver uma pista aclamada como maravilha esportiva. Logo uma pista, palco do automobilismo, atividade que é ignorada por muitos como esporte. Nenhuma quadra de vôlei ou pista de atletismo (que abrigam esportes olimpicamente mais nobres) obteve votação expressiva.

Eleição direcionada aos ingleses, enfim, não poderia resultar em algo muito diferente. O povo que inventou o futebol e que ajudou a consagrar o automobilismo como esporte de interesse mundial simplesmente sublinhou ainda mais suas preferências.

E assim, Mônaco ascende ao posto que já foi das pirâmides egípcias. O atual faraó: Lewis Hamilton.

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

8 Para 17

Charlie Whiting, representando a FIA acabou com as dúvidas quanto à regra dos motores: a única obrigatoriedade das equipes é usar apenas 8 unidades durante as 17 etapas do mundial de 2009, independente de repetir uma usina por 2, 3, 4 ou mais corridas.

Outra mudança afeta os treinos livres das sextas-feiras: em 2008 os motores usados no primeiro dia dos gp’s não eram os mesmos usados aos sábados e aos domingos. Era permitido usar um segundo propulsor, guardando o “oficial” para os dias de atividades principais. Essa regra cai em 2009. Os 8 motores terão de agüentar integralmente os 17 finais de semana.

Porém, como ressaltou Whiting, termina a obrigatoriedade de usar o mesmo motor por corridas em serie. Não haverá nem mesmo obrigação de usar um só equipamento por fim de semana: "o piloto pode usar uma unidade apenas no primeiro dia de treinos livres, trocando por outra mais nova no sábado.” – lembrou o diretor de provas da FIA. Ou seja, cada equipe terá de encontrar a melhor forma para racionalizar o uso dos 8 motores durante o ano.

Somente existirá a perda de 10 posições no grid de largada se o piloto usar mais do que os 8 propulsores regulamentares.

Desdobramentos práticos? Quem sabe! Tendo a temporada 17 corridas, a média de vida útil dos motores terá de ser de pouco mais de 2 gp’s + treinos classificatórios + warm up de sábado+ treinos de sexta. A durabilidade terá de aumentar sensivelmente, ainda mais tendo em vista que os testes particulares foram proibidos, tornando a sexta-feira um dia de grande importância, em que todos os pilotos desejarão estar na pista durante o maior tempo possível e, portanto, "gastando" suas fontes de energia.

É possível ainda que o fim de temporada seja marcado por certa confusão no grid. As equipes que não apresentarem bons índices de confiabilidade e precisarem romper a meta dos 8 propulsores terão de encarar a perda de 10 posições de partida. Se alguns dos grandes times passar por tal situação, poderemos ter um campeonato decidido, literalmente, pelo motor.

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Artificialidade, seu nome é FIA!

A Federação Internacional de Automobilismo manifestou hoje duas mudanças importantes e que mexerão na dinâmica das corridas em 2009: serão alterações na regra do Safety Car e na composição dos pneus.

Para o ritual de entrada do carro de segurança, a FIA anunciou que termina a regra do pit lane fechado. A norma, implantada em 2007, consistia em fechar a área dos boxes assim que o carro-madrinha fosse acionado, na tentativa de impedir, basicamente, dois efeitos colaterais: que pilotos abusassem da velocidade e causassem acidentes, e que ganhassem vantagem indevida quando da entrada do SC. A regra, porém, gerava um filhote indesejável: punições a torto e a direito a cada vez que o carro de segurança era solicitado.

O pior de tudo é que a regra não se mostrou capaz de impedir que pilotos a burlassem. Num dos exemplos mais notórios, Nico Rosberg foi aos boxes com o pit lane fechado em Cingapura no ano passado, quando estava na 9ª posição. O alemão da Williams voltou no meio do pelotão, em 10º, mas já abastecido. Quando os boxes foram abertos, os carros a frente de Nico começaram a fazer seus pit stops. O alemão pulou para a ponta e teve tempo de abrir um boa vantagem até que o prazo para o cumprimento do stop & go expirasse. Voltou à pista em 3º e finalizou aquele grande prêmio na 2ª colocação.

A partir de agora assim que o SC entrar em ação um software informará aos pilotos, via painel no volante, a velocidade máxima permitida na pista. Dessa forma, a FIA espera introduzir um tempo mínimo de chegada aos boxes para que as posições sejam minimamente alteradas.

Os pneus por sua vez, devem ocupar ainda mais o papel de protagonistas das provas. Charlie Whiting, diretor de provas, revelou que a idéia para os calçados dos bólidos é aumentar um pouco a diferença de rendimento entre os dois compostos disponíveis em cada corrida. Para Whiting o ideal é que a diferença entre os pneus duros e macios, que era de cerca de 0,2s a 0,3s até o ano passado, chegue a 0,5s nessa temporada.

A regra do pneu, sinceramente, me parece papagaiada. Trata-se, enfim, de mais uma artificialidade para promover o show. Uma triste tendência que a F-1 segue com maior fervor a cada temporada. 2009 será uma dos anos com maior índice de imposição de regras desnecessárias à F-1. Está próximo do incabível. Assim como, nas ciências econômicas, estado muito presente onera um país, regulamento muito invasivo abstrai o sabor de uma competição esportiva.

Lamentável.

Quem tem motor vai à Roma?

Roma, a cidade que já dominou metade do mundo pode sediar um gp de Fórmula-1. Sim, a Roma que ascendeu, dominou, foi palco de brigas ferozes pelo poder, se intitulou “clássica” e que, finalmente, sucumbiu aos bárbaros pode ser o lar de mais uma corrida de rua da categoria máxima.

A idéia é de Maurízio Flammini, italiano, ex-piloto de F-2 e SuperBike. Não é nova e, aos olhos de muitos (este blogueiro, inclusive), sequer é interessante. Apesar de membros da prefeitura romana dizerem que o projeto é “possível”, não é isso o que fica evidenciado em algumas observações sobre a capital da Itália:

- Roma sofre com um trânsito caótico. Seus 2,5 milhões de habitantes precisam de uma boa dose de paciência para se locomover na cidade. O metrô praticamente inexiste: são apenas 37km de linhas, insuficientes para a demanda diária. Sendo a F-1 um super-evento internacional, como a prefeitura romana planeja garantir a acessibilidade dos espectadores numa cidade com mobilidade deficiente?;

- Boa parte da dificuldade dos romanos em trafegar pela cidade se deve justamente ao valor histórico de Roma. Escavações de metrô são sumariamente interrompidas assim que se encontram vestígios da história são encontrados. Arquitetar um sistema de metrô sob as ruas romanas é inviável;

- A história conspira contra a F-1 em ruas de Roma ainda por outro motivo: as ruínas históricas da cidade são protegidas pela constituição italiana. Mexer em ruas e imediações de patrimônios desse gênero é algo trabalhoso e que esbarraria em uma série de medidas burocráticas.

Além de tudo, se Roma passar a sediar o GP Itália, a F-1 perde sua pista mais tradicional e uma das mais valorizadas pelos fãs: Monza. E é bom lembrar que, nesse caso, Roma é a bárbara, Monza é a clássica.

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Cabeças continuam a rolar: dónde está la plata? [2]

Falar de crise, falta de patrocínio, fuga de capitais e outros termos mercadológicos já encheu. Há dias que a F-1 está mais adequada às páginas dedicadas à economia do às colunas esportivas.

Hoje, as especulações continuaram. A empresa de eletrônicos Philps, patrocinadora da Williams, divulgou prejuízo de 1,470 bilhão de euros e que cortará 6000 postos de trabalho pelo mundo.

Não é a primeira ameaça que a Williams enfrenta. No ano passado, assim que a crise estourou, o banco britânico RBS precisou de ajuda do governo inglês para não quebrar.

A instituição financeira ING, que estampa seu nome nos carros da Renault, também apresentou suas enormes perdas. O prejuízo em 2008 foi de cerca de 1 bilhão de euros. A ING, que também patrocina várias etapas do mundial de F-1, precisou ser socorrida pelo governo holandês. Haverá cortes de 7000 vagas de trabalho na companhia nos próximos meses.

A enxurrada de notícias negativas já fez com que o banco holandês se manifestasse. Segundo a assessoria de imprensa da financeira, os investimentos na Renault em 2009 estão garantidos, mas uma possível renovação de contrato será cuidadosamente estudada.

Diante do caos que ameaça a sobrevivência de Williams e Renault, fica um guia para quem passa por essa página e ainda está confuso quanto ao modo pelo qual a crise ameaça o futuro da F-1.

São 9 perguntas e respostas encontradas no site da revista Veja e que explicam os laços que unem a crise à F-1 de forma simplificada para não-iniciados.

domingo, 25 de janeiro de 2009

Na Mesa de Negociação

O estouro da crise financeira mundial; a saída da Honda; a dificuldade em encontrar um comprador para a estrutura da equipe; os boatos dizendo que esse é o último ano da Renault na F-1; a noção de que montadoras como a Toyota não vão ter eterna paciência na categoria máxima, tudo isso, pareceu surtir algum efeito em Bernie Ecclestone. O homem que gere a área financeira da F-1 com mãos de ferro anunciou hoje a intenção de negociar com as fábricas para tentar segurá-las por médio prazo.

A idéia inicial de Ecclestone é fornecer maior independência às montadoras, deixando-as livres para gerir suas equipes com maior liberdade. Entenda-se “gerir suas equipes com maior liberdade” como, inclusive, não impor restrições aos gastos realizados pelos times. Em troca, o inglês sugere que as fábricas ofereçam motores às equipes-clientes com preços menos salgados. Tudo isso seria selado num contrato relativamente longo, segundo Ecclestone, algo em torno de 7 a 10 anos, algo a ser discutido com a FOTA nas próximas reuniões. O descumprimento da regra resultaria numa multa.

Tudo para tentar fidelizar as montadoras, devido ao (virtual) risco iminente de uma debandada. Por mais que pareça estranho falar em gastos ilimitados no meio de uma crise econômica de proporções tão grandes.

Vai entender...

sábado, 24 de janeiro de 2009

De Olho no Videokê: dónde está la plata?

De um lado os pilotos reclamam do aumento (realmente abusivo) das superlicenças para 2009.
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O preço que os pilotos precisam desembolsar para participar da temporada da F-1 apresentou um aumento de mais de 700% no ano passado. Para esse ano, Mosley sinalizou um outro aumento (que elevaria o valor da licença para dez mil e quatrocentos euros + dois mil euros por ponto conquistado), para grande descontentamento dos pilotos.

A GPDA, entidade que representa os corredores, já entrou em contato com a FIA para tentar um consenso. A FOTA, representante das equipes, também deseja que a pendência se resolva o quanto antes e admitiu colocar o assunto em pauta na próxima reunião.

Max Mosley justifica que o motivo para o aumento das licenças é a inflação. Culpou também a incessante busca por mais segurança na F-1.
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Do outro, Frank Williams admite que sem as novas definições que reduziram os custos na F-1, a tradicional equipe com seu sobrenome não teria resistido.
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Os seguidos prejuízos sofridos pela equipe Williams nos últimos anos ameaçaram os horizontes da equipe de Grove. Só de 2006 a 2008 o time inglês registrou um desfalque de US$ 88 milhões.

"Devido à pressão econômica que sofremos, as mudanças no regulamento que fizeram com que os custos fossem reduzidos são um grande benefício para nós. Isso nos permite ter um novo começo" – disse o dirigente. A crise financeira e a saída de dois patrocinadores (Lenovo e Petrobras) agravariam ainda mais a situação da Williams.

Mas a contenção de custos que se abateu sobre o grid e um pagamento adiantado de mais de US$ 14 milhões aos quais a equipe tinha direito no Pacto de Concórdia amenizaram a situação. A Williams ainda sobrevive.
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Enfim, o dinheiro anda sendo a principal manchete do noticiário da F-1 há dois dias. Quem tem não quer gastar. Quem não tem precisou de um socorro providencial.

A grana sumiu. E os rapazes do Jota Quest me ajudam a perguntar (num clipe tão fraco quanto a música), num coro só:

“Dónde está la plata?”