domingo, 2 de novembro de 2008
Tabela 2008 - Final
01
Felipe Massa
Ferrari
01h34m11s435
02
Fernando Alonso
Renault
+00m13s298
03
Kimi Raikkonen
Ferrari
+00m16s235
04
Sebastian Vettel
Toro Rosso
+00m38s011
05
Lewis Hamilton
Mclaren-Mercedes
+00m38s907
06
Timo Glock
Toyota
+00m44s368
07
Heikki Kovalainen
Mclaren-Mercedes
+00m55s074
08
Jarno Trulli
Toyota
+01m08s463
09
Mark Webber
Red Bull
+01m19s666
10
Nick Heidfeld
Bmw Sauber
+1 volta
11
Robert Kubica
Bmw Sauber
+1 volta
12
Nico Rosberg
Williams
+1 volta
13
Jenson Button
Honda
+1 volta
14
Sebastien Bourdais
Toro Rosso
+1 volta
15
Rubens Barrichello
Honda
+1 volta
16
Adrian Sutil
Force India
+2 voltas
17
Kazuki Nakajima
Williams
+2 voltas
18
Giancarlo Fisichella
Force India
+2 voltas
19
Nelsinho Piquet
Renault
+71 voltas
20
David Coulthard
Red Bull
+71 voltas
Classificação Geral de Pilotos, após 18 etapas:
01 - Lewis Hamilton (McLaren) - 98 (CAMPEÃO)
02 - Felipe Massa (Ferrari) - 97
03 - Kimi Raikkonen (Ferrari) - 75
04 - Robert Kubica (BMW) - 75
05 - Fernando Alonso (Renault) - 61
06 - Nick Heidfeld (BMW) - 60
07 - Heikki Kovalainen (McLaren) - 53
08 - Sebastian Vettel (STR) - 35
09 - Jarno Trulli (Toyota) - 31
10 - Timo Glock (Toyota) - 25
11 - Mark Webber (RBR) - 21
12 - Nelsinho Piquet (Renault) - 19
13 - Nico Rosberg (Williams) - 17
14 - Rubens Barrichello (Honda) - 11
15 - Kazuki Nakajima (Williams) - 9
16 - David Coulthard (RBR) - 8
17 - Sebastien Bourdais (STR) - 4
18 - Jenson Button (Honda) - 3
19 - Giancarlo Fisichella (Force India) - 0
20 - Takuma Sato (Super Aguri) - 0
21 - Anthony Davidson (Super Aguri) - 0
22 - Adrian Sutil (Force India) - 0
Classificação Geral de Equipes, após 18 etapas:
01 - Ferrari - 172 (CAMPEÃ)
02 - Mclaren-Mercedes - 151
03 - Bmw Sauber - 135
04 - Renault - 80
05 - Toyota - 56
06 - Toro Rosso - 39
07 - Red Bull - 29
08 - Williams - 26
09 - Honda - 14
10 - Force India - 0
11 - Super Aguri - 0
Brasil - Especial: Em Primeira Pessoa
Quando eu imaginei, semana passada, que a última corrida do ano seria de tirar o fôlego, não esperava algo como hoje. Foi especial, sem a menor sombra de dúvidas, a melhor decisão de título que já vi. Uma das corridas que não serão esquecidas nunca.
Acordei hoje e a primeira coisa que pensei foi: “É hoje!” A F-1 ditou meus passos e pensamentos, não só hoje, como durante toda a última semana. E quando a hora da corrida chegou, foi um bate-coração terrível.
Depois da largada rola aquele instante de relaxamento. Correu tudo bem, Felipe levava a Ferrari tranqüilo na ponta, Hamilton era o 4º. O inglês ainda era campeão, mas a torcida por uma quebra ou por um erro de Lewis persistia. Afinal, “ainda restavam mais de 60 voltas para o final”, afinal, “corrida não se decide na 1ª volta.”
Mas a corrida prosseguiu, nada de Hamilton errar e o título parecia decidido.
Parecia.
Foi quando a chuva caiu, Glock surgiu em 4º e Vettel ultrapassou Hamilton. Me levantei do sofá, tremendo, com o coração na boca. Soltaria o grito de campeão que jamais soltei para um piloto brasileiro, veria a Ferrari mais uma vez campeã de pilotos e construtores.
Quando Felipe abriu a última volta, havia nada menos do que histeria aqui em casa e na vizinhança. Eu de pé, minha mãe idem, os dois abraçados e tremendo de nervosismo.
Dava pra ouvir o burburinho nas casas vizinhas. O morador de uma das casas aqui ao lado berrava. Eu o acompanhava como quem dialoga num tom de voz ensurdecedor: “vai Vettel! Vai Vettel!”
“Me larga que eu vou gritar” – adverti minha mãe.
Felipe cruza a linha em primeiro, seguro o grito porque ainda falta confirmar a posição de Hamilton.
O coração ameaça parar, sinto uma dorzinha fina no peito. Finalmente, chegou a hora.
Aí a imagem é cortada para a Junção. Glock, o teimoso do pneu de seco, perde velocidade de forma incrível. Hamilton o ultrapassa e é 5º. Campeão.
"Como assim?"
É, assim.
Fico feliz pelo título de Hamilton. Apesar de não ser o meu favorito, tem todos os méritos pelo belo campeonato que fez.
Fico feliz pelo 16º mundial de construtores da Ferrari, equipe do coração.
Mas é difícil esconder a frustração. O que era histeria torna-se um silencio duro e seco. Não só dentro de casa, mas entre os antes agitados vizinhos.
Era para ser e não foi. Já estava na mão e escapou. Uma broxada terrível depois de uma ejaculação precoce.
O final de campeonato mais emocionante da minha vida, daqueles que eu vou contar para os netos.
O ano de 2008 fechado com chave de ouro. Um temporada divertida desde a etapa inicial na Austrália até a penúltima curva do Brasil.
Ron Groo decretou e faço minhas suas palavras.
"Já estou com saudades."
Brasil - Results & Coments [7]
Vamos àquilo que chama mais atenção, os fatores que fazem esse título de Hamilton algo especial:
- É o mais jovem campeão da história da F-1, aos 23 anos;
- É o 1º negro a ser campeão de mundial de F-1;
- Hamilton acabou com um jejum de títulos de 12 anos da Grã-Bretanha na F-1. O último súdito da rainha Elizabeth a vencer um mundial foi Damon Hill, em 1996, com a também britânica Williams;
- A vitória do moleque inglês também tira a McLaren de uma seca de 9 anos sem um título de pilotos. Desde Mika Hakkinen em 1999 a equipe não faz um piloto campeão;
- Apesar de tudo, persiste o período sabático da McLaren no campeonato de construtores. São 10 anos sem ganhar o mundial de times.
Hamilton leva o título merecido em 2008. O ano esteve longe de ser tranqüilo para o inglês, que cometeu erros sérios, como em 2007. Porém, mesmo com os atropelos dos boxes em Montreal ou com a largada suicida em Fuji, Hamilton finalmente solta o grito de campeão.
Foi um título suado, conquistado nos últimos metros de uma temporada que foi divertida desde o início. Hamilton fez o necessário hoje em Interlagos. Foi tão conservador que chegou a ter o título ameaçado. A chuva um pouco mais forte na última volta foi fator de sorte na vida desse inglês, que chegou em 5º, posição mínima para seu êxito na tabela desse ano.
A aposta de Ron Dennis, que apadrinhou Hamilton desde que o menino tinha 13 anos, se vê coroada.
Depois de ser o melhor estreante da história da F-1, Hamilton confirma seu nome na história. Junta-se a outros campeões como Giuseppe Farina (1950), Mike Hawthorn (1958), Phil Hill (1961), John Surtees (1964), Danny Hulme (1967), Jochen Rindt (1970), Mário Andertti (1978), Jody Scheckter (1979), Alan Jones (1980), Keke Rosberg (1982), Nigel Mansell (1992), Damon Hill (1996), Jacques Villeneuve (1997) e Kimi Raikkonen (2007).
Um título merecido de um piloto que esteve a frente da tabela de classificação durante a maior parte do ano.Brasil - Results & Coments [6]
A imagem de Felipe Massa retornando de sua Volta da “Vitória” foi conclusiva. O golpe de hoje em Interlagos foi forte.
Depois de batalhar uma corrida inteira e de liderá-la praticamente de ponta-a-ponta, Massa venceu seu gp doméstico. Foi campeão por instantes. Mas a chegada do 5º colocado era o fiel da balança. E ela não pendeu para o lado de Felipe.
O brasileiro venceu em Interlagos pela 2ª vez em sua carreira. Foi o piloto que mais venceu em 2008, totalizando 6 triunfos em 18 corridas, ou seja, 1/3 das provas. Felipe demonstrou maturidade em seu 3º ano de Ferrari, suplantou Kimi Raikkonen e chegou até a última corrida com chances de título. Deveria estar contente. Não está.
Não está porque perdeu o mundial. Perdeu o mundial quando já era anunciado como campeão, diante de sua torcida. Perdeu o mundial quando sua equipe já comemorava o título de pilotos e o de construtores. Perdeu de forma particularmente cruel, com a bandeirada já dada. Situação inédita na história da F-1.
Nos próximos dias, haverá choro e ranger de dentes em terras brasileiras. A Ferrari será acusada de ser a culpada pela derrota de Massa, especialmente pela mangueirada em Cingapura. As vozes iradas da torcida e da impensa irão eleger o time italiano como o vilão do ano.
Um papo meio louco. A Ferrari tem sim, sua culpa na perda do campeonato de Felipe, mas não foi em Cingapura que Massa perdeu o título.
Quando acontece um acidente aéreo é comum ouvirmos especialistas dizerem que “um erro só não derruba um avião.” O conceito se aplica com fidelidade a um campeonato de automóveis. Não foi só o erro no Marina Bay Circuit o responsável pela derrocada da Ferrari no mundial de pilotos. Uma seqüência de erros tirou o título das mãos de Felipe.
E alguns deles são, erradamente, creditados à Ferrari. O de Cingapura, inclusive.
O leitor vai me achar louco, mas defendo minha tese com unhas e dentes. Massa dificilmente venceria esse GP Cingapura. A corrida seria inevitavelmente dominada pelos pilotos que já haviam parado nos boxes quando o Safety Car entrou na pista. Ok, sem a mangueirada Massa tinha chances remotas de pódio. Mas dificilmente venceria. É preciso que se perceba uma coisa: ainda que “o cara do botão verde” tenha feito a burrada mais perceptível, a corrida de Felipe já estava comprometida por causa da mangueira de combustível emperrada no bocal de sua Ferrari. Imaginem que Felipe não fosse autorizado a sair e que a equipe esperasse a retirada da mangueira de combustível para liberar sua saída. O brasileiro perderia 15 ou 20 segundos, como perdeu depois que os mecânicos o alcançaram no fim do pit lane. Isso bastaria para comprometer sua corrida inteiramente.
“Mas a mangueira de combustível é da Ferrari, logo a equipe é responsável pela peça defeituosa” – dirão os mais apressados.
Sinto informar, mas as mangueiras de combustível usadas no reabastecimento são provenientes de um mesmo fabricante, ou seja, iguais para todo mundo. O que aconteceu com Massa poderia acontecer com qualquer um dos outros pilotos. É o imponderável, afinal.
Problemas da equipe foram muitos, quase incontáveis. A quebra em Hungaroring, a errada escolha de pneus em Silverstone e mais muitos outros. Esses serão lembrados amanhã na edição do Globo Esporte. Mas apontar terceiros pela infelicidade própria é um comportamento de quem não segura a própria onda.
Além do mais, qual o problema em aceitar que Hamilton foi superior o ano todo? A Ferrari tem sim sua cota de culpa na derrota de Massa. Mas não é possível negar que o piloto inglês liderou quase a totalidade do campeonato. O normal hoje em Interlagos era o título de Hamilton, afinal ele chegou a São Paulo 7 pontos a frente. Hamilton foi campeão de forma merecida, como Felipe também seria.
A Ferrari passará sua vergonha porque, apesar de ser campeã do mundial de construtores, tinha o melhor carro da primeira metade do ano, indiscutivelmente. Na primeira parte de 2008 os vermelhos pareciam voar rumo ao título em céu de brigadeiro. Com a superioridade do início do ano, Massa e Raikkonen deveriam ter conseguido uma vantagem segura para esse final de temporada. Não conseguiram, em grande parte, graças aos erros da equipe. Portanto, eu não estou aqui defendendo e/ou tentando amenizar a responsabilidade da equipe. Os erros foram graves, incompatíveis a uma equipe do porte da Ferrari.
Mas eu insisto. Cada um é responsável pelo próprio destino e colocar a culpa de uma derrota “nos outros” é muito fácil. Difícil é assumir que se os 8 pontos da Malásia (quando Felipe rodou sozinho e abandonou quando era o 2º colocado), por exemplo, estivessem na conta de Massa, ele seria, a essa hora, campeão com 8 pontos de folga. Disso, meus amigos, Rede Globo nenhuma vai se lembrar.
Porém, a chegada de Massa aos boxes hoje, após a corrida foi tocante. Felipe é frio, lida bem com a pressão, já deixou isso provado em diversas ocasiões. Mas hoje, o vice-campeão do mundo acusou o golpe. A vitória em Interlagos foi uma das mais melancólicas de toda a F-1.
Foi a maior batida na trave da história.
Brasil - Results & Coments [5]
Demorei para começar a escrever esse post. Ainda me recomponho das inacreditáveis emoções de Interlagos hoje. Eu não vou ser o único a dizer, mas não há como fugir de certos jargões: A Fórmula-1 viveu uma das maiores (não veja exagero se alguém disser que foi A MAIOR) decisões de sua história. Palavras jamais conseguirão descrever com exatidão o que se passou no autódromo José Carlos Pace.
A história dessa decisão pode ser dividida em três atos bem definidos, como num teatro: os minutos que antecederam a largada, a corrida até a volta 65 e as 7 voltas finais. Não se engane. A peça de hoje é uma superprodução que Hollywood não conseguiu e não conseguirá reproduzir jamais.
O 1ª Ato:
Faltando 5 minutos antes do virtual início do 37º Grande Prêmio do Brasil de Fórmula-1 a chuva caiu sobre Interlagos. Esparsa, fraca para gerar um spray denso, forte o suficiente para obrigar todo mundo a calçar pneus intermediários. E com um detalhe: a chuva só caiu na reta dos boxes e alguns pontos isolados da pista como o Laranjinha. A largada foi adiada para as 3 e 10 da tarde. Pontualmente nesse horário os pilotos partiram para a volta de apresentação e aquecimento de pneus. Estava para começar o GP Brasil, com suas 71 voltas, 7 delas com inimagináveis reviravoltas. O mundo não podia imaginar o que estava para acontecer.
O 2ª Ato:
No momento da partida, as posições dos líderes não sofrem grandes alterações. Com poucas voltas a pista seca e todos são obrigados a antecipar suas paradas para voltar a usar os pneus lisos. No entra-e-sai dos boxes, Hamilton cai para 6º e, por alguns instantes, vê o título escorregar pelas mãos. O inglês, porém, logo despacha Giancarlo Fisichella, numa surpreendente 5ª posição com a Force India, e volta a ser campeão.
Daí em diante, pouca coisa muda. A corrida se torna morna, com poucas trocas de lugares entre os ponteiros. O grande destaque da prova era Sebastian Vettel, que se tornaria uma dos principais nomes do final da corrida.
Felipe Massa continuava líder, levando o F-2008 à frente com folga. Hamilton se mantinha em 4º durante a maior parte da prova. A posição era mais do que suficiente para lhe garantir o título.
Passados os pit stops e com a corrida se aproximando do fim, tudo levava a crer que Massa, fazendo o papel que lhe cabia com louvor, venceria a corrida e Hamilton, idem, levaria o campeonato com tranqüilidade. Restando 15 voltas para o fim as equipes começavam a alertar seus pilotos: “chuva em 10 minutos.” E eis que a água veio.
Água que foi anunciada para o início da corrida, mas que teimou em vir no final.
O 3º Ato:
Como toda boa peça teatral, o melhor do decisivo GP Brasil ficou reservado para o final. Do momento em que Galvão Bueno anunciou o “olha a chuva aí” em diante, a F-1 pode dizer que viveu o ápice de sua emoção. Jamais houve uma decisão de título tão emocionante como a de horas atrás.
A água veio, sem muita força, de novo. De imediato, Heidfeld e Barrichello trocaram os pneus de pista seca pelos intermediários. Na volta seguinte é a vez de Raikkonen, Alonso e Hamilton. Na outra volta, Felipe Massa faz sua parada.
Tensão evidente em Interlagos. Torcida petrificada. O mundo assistia as voltas finais do derradeiro gp de 2008 em suspense.
Para a surpresa geral, Timo Glock surgia em 4º. O alemão da Toyota arriscou e continuou na pista com pneu de pista seca. Como o asfalto de Interlagos não estava encharcado, Glock se mantinha na pista. Mas não era esse o principal acontecimento das voltas finais.
Na penúltima volta do 59º Campeonato Mundial de Pilotos de Fórmula-1, outro alemão faz o que até então parecia impossível. Sebastian Vettel ultrapassa Lewis Hamilton. O inglês cai para a 6ª posição. Com esse resultado, Felipe Massa estaria quebrando um jejum de 17 anos sem um título brasileiro na F-1.
Tudo isso dentro de São Paulo, diante de sua apaixonada torcida.
Massa abria a última volta do GP Brasil na liderança. As arquibancadas de Interlagos exalavam nervosismo. Nada estava decidido, Hamilton apertava Vettel ferozmente. Bastava ultrapassar alguém para voltar a ser campeão.
O mundo se dividia entre Massa e Hamilton, entre aquela que é a maior rivalidade da história do automobilismo: Ferrari versus McLaren.
O panorama não muda, Massa leva o F-2008 até o fim e cruza a linha de chegada em 1º. Vence o GP Brasil. É o virtual campeão do mundo.
Mas, como bem cravou Juan Manuel Fangio, um dos gênios desse esporte, “carreras son carreras.” É outro clichê, mas não há como fugir deles. Em bom português, a frase de Fangio quer dizer algo muito simples e redundante: “só acaba quando termina.”
Com o 1º colocado já decidido, e com Hamilton em 6º, o mundial estava terminado. Massa protagonizara mais uma virada da Ferrari sobre Hamilton e sua McLaren. Um título épico, dentro do Brasil, diante de sua torcida, garantido a duas voltas do final com a ajuda preciosa do garoto Vettel. Mas, só acaba quando termina.
E não havia terminado para Hamilton. A chuva aperta na volta final, e o alemão Glock, que não quis parar para equipar-se com pneus intermediários, perde rendimento. Na Junção, penúltima curva do traçado de Interlagos, Timo é ultrapassado por Vettel e por Hamilton. O inglês volta a ser 5º. Volta a ser campeão, a 500 metros do fim da temporada.
Um feito épico.
A torcida que comemorava a vitória de Massa fica perplexa. O inacreditável acontece. Quando tudo parecia estar acabado, uma reviravolta sensacional se materializa.
É uma metáfora desse incrível campeonato. Diversão da primeira corrida até a última volta.
Com o 3º ato consumado, fecham-se a cortinas. Aplausos para Lewis Hamilton.
sábado, 1 de novembro de 2008
Brasil - Especial: Água Fervente
Todos os anos Interlagos recebe um bom público para a corrida da categoria máxima do automobilismo mundial. Desde a ida de Rubens Barrichello para a Ferrari, em 2000, há um brasileiro com chances razoáveis de conseguir bons resultados na prova. Rubinho jamais conseguiu a esperada vitória, mas esteve bem perto em 2003, quando foi pole e abandonou quando era líder, graças a uma incrível pane seca (falta de gasolina no motor, para os não iniciados). Em 2004, Barrichello também deixou o torcedor esperançoso depois de marcar novamente a pole em Interlagos. No domingo, porém, a torcida viu a vitória escorrer novamente pelas mãos de Rubinho.De 2006 pra cá, Massa substituiu Barrichello na Ferrari e em seu primeiro ano na escuderia de Maranello fez a pole e venceu a corrida em casa. Interlagos voltou a ferver naquela ocasião, uma das corridas mais interessantes dessa década. Massa foi pole novamente em 2007 e repetiu a dose agora em 2008. Em todas essas ocasiões (as poles de Barrichello e Massa e a vitória de Felipe em 2006) um traço da torcida brasileira ficou bem claro: a participação, o incentivo e a interação entre o público e o que acontece na pista é algo impossível de ser ignorado.
É assim desde sempre. A vitória de Senna no Brasil em 1993 rendeu imagens que são emblemáticas no quesito “torcida apaixonada.” A cena de Interlagos invadida, de Senna nos braços do povo, deixam claro o quanto o brasileiro se liga ao esporte, mesmo que isso seja fruto, em grande parte, das circunstâncias da época. Nos anos 80 e no início dos 90 a seleção brasileira de futebol, signo maior ao qual a massa, historicamente, sempre prestou reverência, estava amargando um severo jejum de títulos. A economia ia mal, a vida política do país estava em convulsão e Senna era o sujeito que vingava a decadência geral do brasileiro médio. Era o cara que “dava certo”, o Messias-Salvador em quem estavam depositadas todas as esperanças de reverter as frustrações de uma nação inteira.
Se o frisson da torcida é uma manifestação correta ou equivocada eu não sei. Quem sou eu, aliás, para julgar um mito da magnitude de Ayrton Senna. Sim, foi uma imagem construída com a ajuda de uma gigante da mídia, não há dúvidas quanto a isso. Mas, parafraseando o próprio Ayrton, em uma de suas melhores frases, “não há marketing que sustente um blefe.” Senna foi sim um piloto diferenciado. Vitórias épicas, como as duas de Interlagos (Ayrton também venceu a corrida de 1991, cruzando a linha de chegada com apenas a 6ª marcha de seu McLaren funcionando), fazem parte de um seleto grupo de exibições inesquecíveis da F-1. E o brasileiro, marrento que é, sente necessidade de viver seu apogeu intensamente. Até mesmo por possuir raros momentos de liderança inequívoca em atividades que envolvem competições internacionais.
Hoje a F-1 (e o esporte como um todo no Brasil) vive um outro momento. A torcida reencontrou certo prumo em sua vida “real.” O país vive em certa estabilidade política, o nível de vida subiu nos últimos anos e a imagem de Salvador da Pátria hoje está relacionada ao próprio mandatário-mor da nação, o presidente Lula. O brasileiro parece ter se desligado um pouco do esporte. Até a seleção de futebol, aquele vício tupiniquim que mesmo enfraquecido jamais pode ser ignorado, está em baixa no coração da galera. Fórmula-1, então, não é assunto das rodas de boteco há muito tempo.
Mas paixão é coisa que esfria, mas não morre. E hoje, 15 anos depois de última vitória de Senna no Brasil, a chama está acesa de novo como nunca esteve desde a morte do tricampeão. As imagens da tv foram conclusivas a esse respeito. Cada vez que Massa aparecia nos telões espalhados por Interlagos a platéia fervia. Cada vez que Hamilton era focalizado, uma sucessão se vaias se instalava. Falta de respeito? Juro que não sei. Até gosto dessa pimenta que a torcida adiciona ao clima do GP Brasil. Molecagem me parece um termo mais apropriado. Outro traço da personalidade desse povo que floresceu entre diversas “molecagens” entre índios, negros e brancos.
O Brasil é uma molecagem, afinal.
E molecagem maior poderia ser a da direção de prova, se resolvesse tentar amenizar o fogo do torcedor em Interlagos com a água do velho lago. De molecagem em molecagem, o GP Brasil adiciona um ar menos formal, mais caloroso, à categoria que faz de tudo para se tornar cada dia mais asséptica e distante de toda e qualquer manifestação autêntica. É um sopro de personalidade numa F-1 que se esforça para ser cada vez mais impessoal.
Brasil - Results & Coments [4]
O treino de hoje ganhou contornos ainda mais excitantes por ser crucial para a decisão do título entre Massa e Hamilton. E os dois não fugiram da raia. Cada um a seu modo, Felipe e Hamilton demonstraram porque estão decidindo o título em São Paulo.
Massa traduziu o que é o automobilismo na classificação de hoje. A sua maneira. Foi em busca de cada milésimo levando sua Ferrari ao limite. Quem acompanhou o treino sem piscar, como eu, percebeu que o brasileiro já foi muito rápido em sua primeira volta lançada, explorando todos os limites do carro e da pista de Interlagos. Felipe entrou na volta “pendurado”, como se diz na gíria do esporte a motor. Deixou o F-2008 escorregar na tangência da Junção, aproveitando o máximo da aderência que poderia ser extraída naquele ponto. Sua primeira volta de cara já foi muito boa, pelo menos meio segundo mais rápido do qualquer outro na pista. Demarcou o território e fez a torcida levantar com o tempo na casa de 1m12s4. Restou a Massa fazer outra volta muito boa e melhorar um pouco sua primeira marca: 1m12s368, 3ª pole position seguida da Ferrari no GP Brasil, 3ª pole position seguida de Massa na prova em Interlagos.
Se Massa brilhou, Hamilton também deu uma amostra clara de que automobilismo não é só estar no limite o tempo todo. Outrora criticado pelo instinto indomável, o inglês foi cerebral hoje em São Paulo. Tática absolutamente inteligente. Massa precisa se esfalfar, descontar 7 pontos de desvantagem que tem. A Hamilton basta ser o mínimo, correr pelo mínimo e, se tudo correr bem nas 71 voltas da corrida de amanhã, ser campeão. Isso também é automobilismo. Mesmo que o objetivo de Hamilton, em tese, fosse a 1ª fila, o 4º lugar está de bom tamanho. Ter a cabeça no lugar e poupar o equipamento, já desgastado pela corrida de Xangai na China, também são atributos esperados de um possível campeão.
O 4º lugar de Hamilton, portanto, ainda não deve ser motivo de comemorações estridentes da torcida brasileira. Nessa posição o inglês é campeão independente do resultado de Massa. Vale a lembrança: Hamilton precisa de uma 5ª posição para levar a taça por conta própria. Massa, se quiser sair de Interlagos como campeão, terá de vencer e torcer para que o piloto da McLaren chegue em 6º, ou pior posição.
Com o carro que tem nas mãos, Hamilton possui todas as condições de se sagrar campeão amanhã. É o franco favorito ao título, enquanto Massa é favoritíssimo à vitória. Mas há a previsão de chuva que deixa todos os pilotos em suspense. Pista molhada aumenta os riscos para todo mundo e, pelo retrospecto do ano, a McLaren de Hamilton sai-se melhor do que a Ferrari de Massa sob chuva. Mas há um dado muito impotante: água na pista aumenta os riscos para todo mundo e quem tem mais a perder nessas circunstâncias é Hamilton.
No caso de chuva Massa ainda conta uma vantagem clara. O 1º colocado enxerga a pista a sua frente com tranqüilidade mas quem vem atrás não tem a mesma vida fácil. O “spray” gerado pelo carro da frente transforma o simples ato de ver o que acontece a frente num exercício quase impossível. E nesse caso o prejuízio seria todo de Lewis.
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Raikkonen larga em 3º e ganha importância na corrida de amanhã. O finlandês terá o fundamental papel de segurar Hamilton para que o parceiro Massa fuja na ponta. Isso só não basta, afinal, Hamilton comemora o campeonato em 4º. Mas, se não atrapalha o inglês, é certo que não ajuda.
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O 2º lugar de Trulli em Interlagos é a prova inequívoca de que a briga entre as equipes do pelotão intermediário está ferrenha. Se antes o título de “3ª potência” do grid era da BMW, hoje não há quem assegure tal supremacia com total certeza. Além da Toyota, Renault e STR também terminam o ano vendo seus projetos coroados e numa boa briga pelos pontos.
O italiano acabou, talvez sem a intenção, dando uma senhora força à escuderia mais famosa de seu país. Graças a Trulli, há mais um carro separando a Ferrari de Massa da McLaren de Hamilton.
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Kovalainen foi assim... Kovalainen. O finlandês da McLaren, mais uma vez, fica atrás de todos os oponentes importantes e larga em 5º. Tudo bem que a McLaren queria um parceiro que desse calma a Lewis Hamilton, mas Kova ultrapassa todos os limites da passividade. No final das contas, acaba sendo bom para o inglês. Quanto menos gente na frente, melhor.
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Alonso em 6º larga atrás de Hamilton. O espanhol deu declarações interessantes durante a semana, disse que seu ressentimento não é com Hamilton, mas sim com a equipe McLaren. Mas Alonso é malandro, uma hora morde, outra hora assopra. Pra quem não se lembra, o asturiano já declarou sua torcida por Felipe Massa e disse que, se possível, ajudará o brasileiro. Tem toda a chance de fazer isso amanhã.
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A STR? De novo com os dois carros no Q3, de novo com Vettel a frente de Bourdais. É incrível a superioridade da filial sobre a Matriz RBR. É de fazer a equipe-dona corar e blábláblá. Ainda mais levando em conta que o Tião alemão foi o 2º piloto mais rápido da pista no Q2. Coulthard e Webber jamais sonharam com tal façanha!
E, falando em Vettel, STR e RBR, fica a pergunta: será que sair da Toro Rosso (uma das equipes mais simpáticas da F-1 em toda a história, me atrevo a dizer) em direção a Red Bull é um bom negócio para o alemãozinho?
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Felipe Massa
Ferrari
1min12s368
2
Jarno Trulli
Toyota
1min12s737
3
Kimi Raikkonen
Ferrari
1min12s825
4
Lewis Hamilton
McLaren
1min12s830
5
Heikki Kovalainen
McLaren
1min12s917
6
Fernando Alonso
Renault
1min12s967
7
Sebastian Vettel
Toro Rosso
1min13s082
8
Nick Heidfeld
BMW
1min13s297
9
Sébastien Bourdais
Toro Rosso
1min14s105
10
Timo Glock
Toyota
1min14s230
Brasil - Results & Coments [3]
Contrariando o ano passado, quando tiveram um bom desempenho, as duas Williams saíram da briga pela pole logo no Q1: Nakajima é o 16º e Rosberg é o 18º. Também fora do treino na primeira parte estão Button (que sequer recolheu para os boxes. Deixou seu carro na subida do Café, com algum problema mecânico) e as duas Force India que, pra variar, fecham o grid.
No Q2 começaram a aparecer as surpresas. Já se esperava que a Honda de Barrichello e as RBR de Webber e Coulthard não fossem ao Q3. Restavam duas vagas a ser preenchidas. Sobrou para Nelsinho Piquet e, surpreendentemente, Robert Kubica.
O infortúnio de Kubica nessa sábado em São Paulo é curioso por muitos motivos. O primeiro deles: a BMW fez um belo campeonato, chegou a liderar o mundial de construtores e até o de pilotos com o próprio Kubica. O segundo motivo tem íntima relação com o primeiro: Kubica é, junto com Vettel, a estrela em ascensão na atual F-1. É rápido, consistente e freqüentemente se classifica melhor do que o companheiro Heidfeld. Problemas com pneus ou de acerto? Vai saber...
O Q2 degolou dois brasileiros em Interlagos. Barrichello fez até mais do que o esperado com a Honda e parte em 15º amanhã. Piquet-filho sai em 11º e sua posição trás duas hipóteses dentro de uma certeza: o fato é que o carro da Renault melhorou muito do início do ano pra cá. As dúvidas que se fazem são quanto à qualidade desse avanço. Piquet geralmente fica no caminho, não passa do Q2. Enquanto isso Alonso costumeiramente vai ao Q3 e já conseguiu se classificar até numa improvável 2ª posição. Daí se nota a diferença que faz um Alonso dentro do cockpit de um F-1.
A última nota fica por conta de David Coulthard. O escocês da Red Bull está em sua última corrida de F-1 e se o desempenho na pista não é lá essas coisas, continua chamando a atenção fora dela. Segue foto do 14º colocado no grid de amanhã e a última saia-justa (o trocadilho é ridículo, mas inevitável) protagonizada por ele e por sua equipe:
E depois de tudo isso, o Rosberg ainda é o frozô?11
Nelsinho Piquet
Renault
1min12s137
12
Mark Webber
Red Bull
1min12s289
13
Robert Kubica
BMW
1min12s300
14
David Coulthard
Red Bull
1min12s717
15
Rubens Barrichello
Honda
1min13s139
16
Kazuki Nakajima
Williams
1min12s800
17
Jenson Button
Honda
1min12s810
18
Nico Rosberg
Williams
1min13s002
19
Giancarlo Fisichella
Force India
1min13s426
20
Adrian Sutil
Force India
1min13s508
sexta-feira, 31 de outubro de 2008
Brasil - Results & Coments [2]
1. Fernando Alonso (Renault), 1.12.296
2. Felipe Massa (Ferrari), 1.12.353
3. Jarno Trulli (Toyota), 1.12.435
4. Kimi Raikkonen (Ferrari), 1.12.600
5. Mark Webber (Red Bull), 1.12.650
6. Sebastian Vettel (Toro Rosso), 1.12.687
7. Nelsinho Piquet (Renault), 1.12.703
8. Nico Rosberg (Williams), 1.12.761
9. Lewis Hamilton (McLaren), 1.12.827
10. Kazuki Nakajima (Williams), 1.12.886
11. David Coulthard (Red Bull), 1.12.896
12. Robert Kubica (BMW), 1.12.971
13. Nick Heidfeld (BMW), 1.13.038
14. Timo Glock (Toyota), 1.13.041
15. Heikki Kovalainen (McLaren), 1.13.213
16. Rubens Barrichello (Honda), 1.13.221
17. Sébastien Bourdais (Toro Rosso), 1.13.273
18. Jenson Button (Honda), 1.13.341
19. Adrian Sutil (Force India), 1.13.428
20. Giancarlo Fisichella (Force India), 1.13.691
Mais notinhas paulistanas:
- Ao contrário do treino da manhã, o da tarde teve carro na pista desde o início. Apesar disso, a sessão verspertina foi meio monótona, com pouca rotatividade de posições;
- Massa dominou praticamente o treino todo. Só no finalzinho Alonso fez seu habitual jogo de cena, cravando o melhor tempo da sexta-feira em São Paulo;
- O chove-não-molha que começou de manhã continuou;
- Lewis Hamilton não esteve entre os primeiros colocados em nenhum momento da tarde. Parece ter testado as configurações para a corrida;
- Enfim, poucas novidades nessa tarde. Amanhã às 2 da tarde ocorre a classificação e a largada é no domingo, às 3 da tarde, sempre no horário de Brasília.
Brasil - Results & Coments [1]
Tempos da 1ª sessão de treinos livres em Interlagos:
1. Felipe Massa (Ferrari), 1.12.305
2. Lewis Hamilton (McLaren), 1.12.495
3. Kimi Raikkonen (Ferrari), 1.12.529
4. Robert Kubica (BMW), 1.12.874
5. Heikki Kovalainen (McLaren), 1.12.925
6. Fernando Alonso (Renault), 1.13.061
7. Mark Webber (Red Bull), 1.13.298
8. Nelsinho Piquet (Renault), 1.13.378
9. Nick Heidfeld (BMW), 1.13.426
10. Timo Glock (Toyota), 1.13.466
11. Jarno Trulli (Toyota), 1.13.600
12. Nico Rosberg (Williams), 1.13.621
13. Sébastien Bourdais (Toro Rosso), 1.13.649
14. Rubens Barrichello (Honda), 1.13.676
15. Jenson Button (Honda), 1.13.766
16. Kazuki Nakajima (Williams), 1.13.806
17. Sebastian Vettel (Toro Rosso), 1.13.836
18. David Coulthard (Red Bull), 1.13.861
19. Adrian Sutil (Force India), 1.14.704
20. Giancarlo Fisichella (Force India), 1.14.821
Notinhas paulistanas:
- Nos primeiros minutos, pouca ação. O que deu pra escutar foi um coro de crianças entoando os seguintes versos: “Felipe Massa, cadê você? Eu vim aqui só pra te ver!” Confesso que não sei se eram mesmo crianças presentes no autódromo ou se o coro foi fruto de algum sistema de som;
- Quando a ação começou pra valer, Lewis Hamilton dominou. De cara, uma coisa ficou clara: a McLaren andou muito forte nos setores rápidos da pista, enquanto a Ferrari era a dona do miolo;
- Foi assim durante todo o treino. Hamilton tem as melhores passagens na 1ª e na última parcial. Massa ficou com o melhor tempo na 2ª. Para se ter uma idéia, os ferraristas eram os únicos a fazer o setor 2 abaixo dos 37s. Massa e Raikkonen cravavam 36,6 com facilidade;
- Apesar disso, a vantagem obtida na parte de baixa era perdida no final da volta, na Curva do Café e na Subida dos Boxes. Talvez seja um sinal de que a Ferrari andou com mais asa nesse primeiro momento. Somente quando restavam 6 minutos para o fim da sessão matutina, Felipe Massa cravou 1.12.305, e se isolou na ponta;
- Hamilton ainda tentou baixar a marca de Massa, mas sua volta não foi boa;
- Um detalhe: a Terra da Garoa não traiu seu apelido nacionalmente conhecido. Restando 30 minutos para o fim do treino, um chuvisco caiu sobre Interlagos. O “S” do Senna pareceu ser o trecho mais crítico. Raikkonen deu uma rodada por lá, mas nada grave;
- Previsão de chuva para hoje, sábado e domingo. Para a hora da largada, às 3 da tarde do dia 2, há 100% de chances de precipitações, segundo o Weather Channel;
- Daqui a pouco, às 2 da tarde, rola o segundo treino livre.