O Q1 derrubou os costumeiros Barrichello, Piquet, Nakajima, Button e Sutil. Nenhuma novidade na rabeira.
O Q2 sim, foi um dos momentos decisivos do treino. No começo da segunda etapa, a chuva era branda em Monza. Vettel e Kovalainen, os primeiros a saírem para suas respectivas voltas rápidas, se deram bem. Os outros pilotos precisaram remar (literalmente) muito para se garantirem no Q3. A princípio, Massa, Raikkonen e Hamilton, os três homens fortes da atual F-1, ficariam excluídos da SuperPole. Pouco depois, Massa se garantiu com uma boa volta que o colocou em 10º. Hamilton e Raikkonen até que tentaram, mas sucumbiram ao temporal que foi despejado na pista italiana. Raikkonen larga em 14º, Hamilton em 15º.
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Lucro para Massa, que sai em 6º. A posição, ruim a um primeiro olhar, é relativamente confortável para o brasileiro, já que Hamilton, seu principal rival na luta pelo campeonato, sai apenas em 15º. Porém, a largada de amanhã deve ser um ponto crucial. Se no momento da partida a chuva estiver como hoje, dois cenários são previstos: largada com Safety Car, tal como no GP Japão do ano passado, ou a partida convencional, que será uma grande risco. Lembrem-se que a 1ª chicane de Monza, a Variante Del Rettifiglio, é antecedida por uma freada forte, numa redução de mais de 300 para menos de 100 km/h. A mínima quantidade de água na pista formará um spray que irá complicar a visibilidade e, nessas condições, o começo do GP Itália será quase uma manobra suicida (com o perdão do exagero). Pior para quem estiver do meio para o fim do grid e, a bem da verdade, tanto Hamilton e Raikkonen, quanto Massa estarão em posição delicada, pois do 2º colocado para trás, ninguém enxergará muita coisa.
Ainda no Q2, uma das grandes surpresas é a presença de Giancarlo Fisichella. O italiano protagonizou a 1ª passagem de nível da Force Índia na história. Larga num bom 12º lugar, deixando, acredite, uma Ferrari e uma McLaren para trás. Sim, coisas da chuva.
Na ala das surpresas negativas, Robert Kubica, que até estreou um capacete comemorativo por causa do GP Itália. A razão da comemoração é o 1º pódio de sua carreira, ocorrido há 2 anos no circuito italiano. Mas, parece que dessa vez, a sorte não está tão sorridente para o polonês.
A corrida de amanhã tem tudo para ser interessante: Hamilton estará partindo lá de trás, precisando ganhar posições sem correr grandes riscos. É certo que o maior prjudicado é o inglês, mas corrida na chuva reserva surpresas a todo mundo.
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11
Robert Kubica
Bmw Sauber
01m36s697
12
Giancarlo Fisichella
Force India
01m36s698
13
David Coulthard
Red Bull
01m37s284
14
Kimi Raikkonen
Ferrari
01m37s522
15
Lewis Hamilton
Mclaren-Mercedes
01m39s265
16
Rubens Barrichello
Honda
01m36s510
17
Nelsinho Piquet
Renault
01m36s630
18
Kazuki Nakajima
Williams
01m36s653
19
Jenson Button
Honda
01m37s006
20
Adrian Sutil
Force India
01m37s417
A equipe italiana aposta na continuidade para seus trabalhos com a dupla de pilotos. Se forem juntos até lá, Raikkonen e Massa completarão 4 temporadas juntos, já que o contrato do brasileiro também vai até 2010. A notícia é um balde de água fria em outro campeão, o espanhol Fernando Alonso, que em tese substituiria o número 1 da Ferrari, caso Raikkonen se aposentasse no fim da próxima temporada. Agora, espera-se que Alonso anuncie, finalmente, para onde vai ano que vem, já que seu contrato com a Renault é de apenas um ano. As equipes que desejam ter o bicampeão têm agora mais tranquilidade para negociar contratos longos, uma vez que não precisam se preocupar com uma possível saída de Fernando para a Ferrari.
- As coisas melhoraram muito depois do almoço. A chuva cessou meia-hora antes do início da sessão da tarde. O treino começou com a pista bem molhada e as voltas estavam na casa de 1min37s, mas os carros foram se movimentando e criando o "trilho" no traçado de Monza. Logo, os pilotos puderam calçar os pneus de pista seca e os tempos melhoravam a cada passagem;
Na 2ª volta o Safety Car é acionado. David Coulthard sofre um acidente na saída da Curva Grande, que sucede a 1ª variante. O escocês perdeu a asa traseira e passou reto, batendo no muro de proteção. Apesar da aparente intensidade da batida, Coulthard saiu do carro ileso. A corrida prosseguiu na volta 5, e as McLaren abriam distância cada vez maior para as Ferrari. As coisas ficaram ainda piores para os tiffosi quando Felipe Massa abandonou na volta 10, com um problema na suspensão traseira da Ferrari. Com a saída prematura de Massa, restava a Kimi Raikkonen o papel de honrar a anfitriã Ferrari na corrida. E o finlandês tentou. Como era esperado, Kimi estava com a estratégia de apenas uma parada, tentando surpreender Alonso e Hamilton. Contra Hamilton e tática deu certo, mas Raikkonen não conseguiu alcançar Alonso, em grande forma com sua McLaren número 1. No entanto, a 2ª colocação de Kimi não estava garantida.
Resumo da corrida, na narração de Galvão Bueno e nos comentários de Reginaldo Leme:
Porém, a pista de Monza é desafiadora para pilotos e equipes. Junto com Spa, o traçado italiano forma uma espécie de dupla divina para pilotos e fãs do esporte. É a maior média horária do ano e possui freadas fortíssimas, onde a velocidade cai de 350 km/h para menos de 100 km/h em questão de segundos. Portanto, eficiência aerodinâmica e boa capacidade de tração são essenciais, e são pontos em que, também teoricamente, a Ferrari desempata o jogo a seu favor.