sábado, 13 de setembro de 2008

Itália - Results & Coments [2]

Favoritos fora!

O Q1 derrubou os costumeiros Barrichello, Piquet, Nakajima, Button e Sutil. Nenhuma novidade na rabeira.

O Q2 sim, foi um dos momentos decisivos do treino. No começo da segunda etapa, a chuva era branda em Monza. Vettel e Kovalainen, os primeiros a saírem para suas respectivas voltas rápidas, se deram bem. Os outros pilotos precisaram remar (literalmente) muito para se garantirem no Q3. A princípio, Massa, Raikkonen e Hamilton, os três homens fortes da atual F-1, ficariam excluídos da SuperPole. Pouco depois, Massa se garantiu com uma boa volta que o colocou em 10º. Hamilton e Raikkonen até que tentaram, mas sucumbiram ao temporal que foi despejado na pista italiana. Raikkonen larga em 14º, Hamilton em 15º.
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Lucro para Massa, que sai em 6º. A posição, ruim a um primeiro olhar, é relativamente confortável para o brasileiro, já que Hamilton, seu principal rival na luta pelo campeonato, sai apenas em 15º. Porém, a largada de amanhã deve ser um ponto crucial. Se no momento da partida a chuva estiver como hoje, dois cenários são previstos: largada com Safety Car, tal como no GP Japão do ano passado, ou a partida convencional, que será uma grande risco. Lembrem-se que a 1ª chicane de Monza, a Variante Del Rettifiglio, é antecedida por uma freada forte, numa redução de mais de 300 para menos de 100 km/h. A mínima quantidade de água na pista formará um spray que irá complicar a visibilidade e, nessas condições, o começo do GP Itália será quase uma manobra suicida (com o perdão do exagero). Pior para quem estiver do meio para o fim do grid e, a bem da verdade, tanto Hamilton e Raikkonen, quanto Massa estarão em posição delicada, pois do 2º colocado para trás, ninguém enxergará muita coisa.

Ainda no Q2, uma das grandes surpresas é a presença de Giancarlo Fisichella. O italiano protagonizou a 1ª passagem de nível da Force Índia na história. Larga num bom 12º lugar, deixando, acredite, uma Ferrari e uma McLaren para trás. Sim, coisas da chuva.

Na ala das surpresas negativas, Robert Kubica, que até estreou um capacete comemorativo por causa do GP Itália. A razão da comemoração é o 1º pódio de sua carreira, ocorrido há 2 anos no circuito italiano. Mas, parece que dessa vez, a sorte não está tão sorridente para o polonês.

A corrida de amanhã tem tudo para ser interessante: Hamilton estará partindo lá de trás, precisando ganhar posições sem correr grandes riscos. É certo que o maior prjudicado é o inglês, mas corrida na chuva reserva surpresas a todo mundo.
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11
Robert Kubica
Bmw Sauber
01m36s697

12
Giancarlo Fisichella
Force India
01m36s698

13
David Coulthard
Red Bull
01m37s284

14
Kimi Raikkonen
Ferrari
01m37s522

15
Lewis Hamilton
Mclaren-Mercedes
01m39s265

16
Rubens Barrichello
Honda
01m36s510

17
Nelsinho Piquet
Renault
01m36s630

18
Kazuki Nakajima
Williams
01m36s653

19
Jenson Button
Honda
01m37s006

20
Adrian Sutil
Force India
01m37s417

sexta-feira, 12 de setembro de 2008

Atraso previsto

Aos Leitores e Leitoras.

O De Olho na F1, demonstrando toda sua pujança bloguística, seu compromisso com o leitor, sua capacidade de prever o amanhã e, acima de tudo, seu talento para enrolar e fazer um grande rodeio, anuncia que os textos referentes ao treino classificatório do Gp Itália sofrerão um certo atraso amanhã. Explica-se: assistirei, claro, o treino, mas só terei contato com um computador decente no período da tarde. Portanto, comentários e pitacos sobre a classificação (que, segundo a previsão do tempo, deve acontecer sob chuva) estarão no ar, certamente no meio da tarde.

Desculpas prévias pelo atraso de amanhã. Vocês sabem como é vida de blogueiro amador, né? (espero que saibam, e se não souberem, façam uma força para compreender)

Tinha um Kimi no meio do caminho

Enfim, terminou a indefinição em relação aos rumos de Kimi Raikkonen! A Ferrari anunciou hoje em Monza, que o finlandês e atual campeão do mundo teve o contrato estendido até o fim da temporada 2010. O vínculo anterior de Kimi era garantido até 2009.

A equipe italiana aposta na continuidade para seus trabalhos com a dupla de pilotos. Se forem juntos até lá, Raikkonen e Massa completarão 4 temporadas juntos, já que o contrato do brasileiro também vai até 2010. A notícia é um balde de água fria em outro campeão, o espanhol Fernando Alonso, que em tese substituiria o número 1 da Ferrari, caso Raikkonen se aposentasse no fim da próxima temporada. Agora, espera-se que Alonso anuncie, finalmente, para onde vai ano que vem, já que seu contrato com a Renault é de apenas um ano. As equipes que desejam ter o bicampeão têm agora mais tranquilidade para negociar contratos longos, uma vez que não precisam se preocupar com uma possível saída de Fernando para a Ferrari.

A notícia da renovação de Raikkonen encerra as especulações lançadas na imprensa européia, que garantiam que o espanhol já estaria com um pré-contrato assinado com a Scuderia para 2010. Mas não deve demorar o dia em que os jornais do velho continente começarão a tentar adivinhar as vagas da equipe para 2011, 2012...
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Alonso deve estar recitando o famoso poema de Carlos Drummond de Andrade (será meu primo?), só que adaptado ao seu cotidiano:
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No meio do caminho tinha um Kimi
tinha um Kimi no meio do caminho
tinha uma Kimi
no meio do caminho tinha um Kimi.
Nunca me esquecerei desse acontecimento
na vida de minhas retinas tão fatigadas.
Nunca me esquecerei que no meio do caminho
tinha um Kimi
tinha um Kimi no meio do caminho
no meio do caminho tinha um Kimi
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PS: é infamê, eu sei, mas citar Drummond num post deve deixar as pessoas imaginando que eu, blogueiro de última linha e afeito à pitacos e palpites, tenho cara de intelectual. Perdão ao eterno poeta por profanar sua obra.

Itália - Results & Coments [1]

Melhores tempos da sexta-feira em Monza:

1. Kimi Raikkonen (Ferrari) 1:23.861
2. Robert Kubica (BMW) 1:23.931
3. Nick Heidfeld (BMW) 1:23.947
4. Lewis Hamilton (McLaren) 1:23.983
5. Nico Rosberg (Williams) 1:24.110
6. Felipe Massa (Ferrari) 1:24.247
7. Heikki Kovalainen (McLaren) 1:24.365
8. Mark Webber (Red Bull) 1:24.521
9. Adrian Sutil (Force India) 1:24.669
10. Sebastian Vettel (Toro Rosso) 1:24.773
11. David Coulthard (Red Bull) 1:25.100
12. Sébastien Bourdais (Toro Rosso) 1:25.192
13. Giancarlo Fisichella (Force India) 1:25.204
14. Rubens Barrichello (Honda) 1:25.296
15. Jenson Button (Honda) 1:25.309
16. Kazuki Nakajima (Williams) 1:25.330
17. Timo Glock (Toyota) 1:25.397
18. Fernando Alonso (Renault) 1:25.481
19. Jarno Trulli (Toyota) 1:25.753
20. Nelsinho Piquet (Renault) 1:26.195

Notinhas italianas:

- Os tempos acima são todos da sessão vespertina porque pela manhã esteve impossível andar em Monza. Um temporal desabou sobre a pista, e a sessão foi interrompida. A direção de prova acabou encerrando os trabalhos antes da 1H30 regulamentar e os melhores tempos matutinos foram de Sutil, Barrichello e Fisichella, que deram voltas antes de a chuva engrossar. Ficaram na casa de 1min32s;

- As coisas melhoraram muito depois do almoço. A chuva cessou meia-hora antes do início da sessão da tarde. O treino começou com a pista bem molhada e as voltas estavam na casa de 1min37s, mas os carros foram se movimentando e criando o "trilho" no traçado de Monza. Logo, os pilotos puderam calçar os pneus de pista seca e os tempos melhoravam a cada passagem;

- Todo mundo foi aproveitar a pista seca. Vários pilotos se revezaram na 1ª posição. A rotatividade foi alta, mas Kimi Raikkonen sempre esteve entre os ponteiros. Faltando cerca de meia-hora para o final das atividades, a BMW fez um 1-2 com Kubica e Heidfeld. No fim, Raikkonen voltou à pista e fez o melhor tempo do dia. Esses três, junto com Hamilton foram os únicos a virar abaixo do 1min24s;

- Chama a atenção a boa colocação da Force India, que a cada corrida deixa a impressão de que o título de pior equipe do grid mudou de mãos. A equipe indiana consguiu um bom 9º lugar com Sutil e o 13º posto com Fisichella, que corre em casa;

- No meio da semana, Trulli profetizou: a Toyota não se adaptaria ao traçado de Monza. Dito e feito! A equipe japonesa ficou com modestos 17º e 19º lugares hoje;

- Na Renault, também insatisfação. Piquetzinho rodou e abandonou o treino da tarde. Alonso enfrentou dificuldades para guiar e foi pego brigando com o carro na Variante della Roggia. Ficou com o 18º lugar;

- Enfim, uma notinha sobre a chuva: se ela vier domingo com a mesma intensidade de hoje, o GP Itália será muito acidentado, pois chuva em Monza é algo praticamente inédito. Os pilotos temem a água porque a pista italiana é de altíssima velocidade e as condições de segurança são um pouco abaixo do nível ideal. A prova esteve ameaçada de sair do calendário justamente por esse motivo, em 2007. Os pontos mais perigosos são a Curva Grande (de média/alta velocidade, onde saídas de pista são sucedidas por um passeio na caixa de brita e, possivelmente, um choque contra o muro) e a saída de Variante Ascari (onde os carros saem lançados e o muro-guard-rail está bem próximo).

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Perdendo a cabeça?

Leio no blog do jornalista Livio Oricchio que Raikkonen e Hamilton trocaram farpas por meio da imprensa durante a semana. Hamilton foi, particularmente, mais ofensivo que o finlandês. Deu declarações ácidas, envolvendo não só Kimi, mas boa parte do grid. Foi arrogante em determinados momentos e distribuiu excesso de confiança em outros.

Perguntado sobre o que achava do fato de ver a maioria dos colegas de grid o condenando pela manobra de Spa, Hamilton disparou: "eles têm o direito de possuir sua opinião, é sempre fácil quando não se está envolvido ou você faz parte dos que não lutam pela vitória.” O inglês ainda bradou contra Raikkonen por diversas vezes: "se ele não tem culhões para frear tarde é um problema dele” ou "sou mais capaz de sentir essa aderência (num momento de chuva e pista escorregadia) que ele (Raikkonen)" foram os "elogios" que Lewis dispensou à Kimi.

Atenção todo mundo: a punição de Spa pode estar ressucitando a "Síndrome de Interlagos." Assim como no fim do ano passado, Hamilton começa a escorregar nas palavras, demonstrando certa instabilidade emocional. É esperar até o dia 02 de novembro pra ver.

Clica na Barata

Juliano "Kowalski" Barata, além de ter esse "codnome" inusitado, é o editor-chefe do Blog do Mulsanne, relacionado na nossa lista de links aí ao lado. Só que, além do blog, Juliano também é o escriba do Mulsanne.com.br, um interessante point onde o leitor irá se deparar textos deliciosos sobre automobilismo em geral. E como o GP Itália está chegando, eu recomendo uma vista à sessão "Curvas do Mundo - 02", em que o leitor encontrará uma reveladora crônica sobre o Autódromo Nazionale Monza, em especial sobre a mais interessante curva do traçado, a Parabólica, que encerra a volta na pista italiana.

Confie, o clique vale muito a pena.

A mesma praça, outro jardim: Itália 2007

A Ferrari chegou à Monza ano passado sem muito o que comemorar. Enquanto as duas McLaren monopolizavam a briga pelo título, Massa e Raikkonen estavam muito atrás na tabela e, aparentemente, davam adeus à disputa. Os 4 “titãs” chegaram ao GP Itália na seguinte situação: Hamilton com 84 pontos, Alonso com 79, Massa dez pontos atrás com 69 e Raikkonen colado no brasileiro com 68.

A expectativa para a prova era de um domínio da Ferrari, com sua tão falada “maior distância entre-eixos” no F-2007, que lhe proporcionaria melhor rendimento em circutos de alta velocidade como Monza. Porém, a McLaren, de forma deselegante, aprontou uma senhora surpresa na casa da rival. Fez a 1ª fila do grid de largada com certa facilidade. Alonso era o 1º, Hamilton o 2º e Massa apenas o 3º. Raikkonen numa decepcionante 5ª posição dava pinta de estar com a estratégia de apenas uma parada.

No domingo, grande expectativa da torcida italiana, ansiosa pela recuperação da scuderia. Na largada, Massa até que tenta, e consegue a 2ª posição, mas a deixa escapar na Variante del Rettifiglio, a 1ª chicane o traçado. Hamilton, entretanto dá uma cortadinha na variante (o garoto tem, de certo, algum tipo de problema com essa espécie de curva), mas a direção de prova não vê problemas na manobra, até porque Hamilton já havia concluído a ultrapassagem sobre Massa. Raikkonen, por sua vez, dá o bote em Heidfeld, que largara em 4º e assume a posição.
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Na 2ª volta o Safety Car é acionado. David Coulthard sofre um acidente na saída da Curva Grande, que sucede a 1ª variante. O escocês perdeu a asa traseira e passou reto, batendo no muro de proteção. Apesar da aparente intensidade da batida, Coulthard saiu do carro ileso. A corrida prosseguiu na volta 5, e as McLaren abriam distância cada vez maior para as Ferrari. As coisas ficaram ainda piores para os tiffosi quando Felipe Massa abandonou na volta 10, com um problema na suspensão traseira da Ferrari. Com a saída prematura de Massa, restava a Kimi Raikkonen o papel de honrar a anfitriã Ferrari na corrida. E o finlandês tentou. Como era esperado, Kimi estava com a estratégia de apenas uma parada, tentando surpreender Alonso e Hamilton. Contra Hamilton e tática deu certo, mas Raikkonen não conseguiu alcançar Alonso, em grande forma com sua McLaren número 1. No entanto, a 2ª colocação de Kimi não estava garantida.

Na volta 42 do Grande Prêmio da Itália, a temporada 2007 assistiu a um de seus grandes momentos. No final da reta principal, Hamilton armou um bote totalmente inesperado: retardou a freada, tirou de lado, deixou o MP4/22 escorregar na primeira perna da Variante del Rettifiglio, travou os pneus dianteiros e ultrapassou o F-2007 de Kimi de forma sensacional, para infelicidade da massa rubra presente no autódromo de Monza. Foi, junto com o duelo Massa X Kubica em Monte Fuji, o melhor lance do ano de 2007. Falou-se depois que Kimi não estava em sua melhor forma, devido ao acidente que sofreu nos treinos de sexta-feira, na reta que antecede a Variante Ascari. Talvez. Mas isso não desmerece em nenhum milímetro o grande feito de Lewis.

No mais, Alonso guiou com tranqüilidade até o final e venceu o GP Itália sem grandes dificuldades. Hamilton completou a dobradinha da McLaren na casa da sua maior rival, a Ferrari, que teve de se contentar com o 3º lugar de Raikkonen. O campeonato saía de Monza dividido entre Hamilton (92 pontos) e Alonso (89 pontos). Raikkonen, com 84, ainda tinha chances, mas era considerado uma grande zebra. Massa, empacado nos 69 pontos, dava adeus à briga pelo título e, a partir dalí, se assumiria como escudeiro de Raikkonen. Restavam 4 corridas para o fim da temporada e a F-1 se dividia entre a expectativa pelo 1º título de um estreante e o tricampeonato do maior campeão da atualidade. Esqueceram-se do acaso, do imponderável e da redundante, porém, célebre frase: “o jogo só acaba, quando termina."
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Resumo da corrida, na narração de Galvão Bueno e nos comentários de Reginaldo Leme:

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Menos do mesmo

Apesar dos pesares, não é só da punição de Hamilton que se vive a vida. A F-1 continua e toca a seqüência do calendário. Próximos dias 12, 13 e 14 serão realizadas as atividades referentes ao GP Itália, em Monza.

Favoritos? Difícil apontar. Num balanço dos últimos anos, a Ferrari é a equipe que mais tem vencido no circuito italiano, mas ano passado a McLaren foi dominante durante todo o fim de semana. Os ingleses fizeram a 1ª fila na classificação de sábado e a dobradinha no domingo, com Alonso em 1º e Hamilton em 2º. Para a Ferrari restou o 3º lugar com um apagado Raikkonen, que não ameaçou a liderança de Alonso.

E ao olhar para trás, fica mais difícil apontar algum favorito. O ano de 2008 está sendo único, porque os que são apontados como favoritos costumam falhar nas corridas em que teoricamente há vantagem para determinada equipe. A corrida da Spa, exceto as últimas três voltas finais, provou que Ferrari e McLaren estão muitíssimo próximas, e que está cada vez mais difícil apontar qual das duas está em melhor fase.

A corrida belga também deixou clara uma suspeita que existia desde a 1ª metade do ano: a McLaren vai obter vantagem com a escolha da Bridgestone de levar compostos médios e duros para as provas da Itália e da China. Ficou claro que na última perna do GP Bélgica, após a segunda parada dos ponteiros, a McLaren de Hamilton rendia mais que a Ferrari de Raikkonen, ambos com pneus duros. Portanto há uma pequena (e teórica) vantagem para o time de Woking.

Porém, a pista de Monza é desafiadora para pilotos e equipes. Junto com Spa, o traçado italiano forma uma espécie de dupla divina para pilotos e fãs do esporte. É a maior média horária do ano e possui freadas fortíssimas, onde a velocidade cai de 350 km/h para menos de 100 km/h em questão de segundos. Portanto, eficiência aerodinâmica e boa capacidade de tração são essenciais, e são pontos em que, também teoricamente, a Ferrari desempata o jogo a seu favor.

Enfim, o GP Itália tem tudo para ser um dos mais excitantes do ano. E há um dado ainda mais interessante: Hamilton está mordido com a punição recebida em Spa-Francorchamps. Vai chegar a Monza querendo estragar a festa que os tiffosi estão preparando. Desde 2006 sem comemorar um triunfo vermelho diante de sua torcdia, a Ferrari terá de tomar muito cuidado com o prodígio inglês.

Outras notinhas...

- A McLaren decidiu recorrer da decisão tomada em Spa. A equipe vai entrar com a ação na Corte de Apelações da FIA e o resultado só deve sair daqui a um mês. E querem saber? Duvido que a decisão de domingo será revertida. Primeiro porque a tabela já foi afetada fortemente e a federação não deve querer intervir no resultado. Segundo por um motivo meramente regulamentar: drive through é uma punição inapelável, não pode ser contestada. Portanto deve ficar ficar tudo na mesma.

terça-feira, 9 de setembro de 2008

Mais do mesmo

Como era previsível, o assunto rendeu. Só não digo que foi a discussão mais evidente nos botecos país afora porque Fórmula-1 não é futebol. Mas a comunidade automobilística está, desde domingo, elétrica. A punição aplicada a Hamilton foi justa ou não foi justa?

Eu já li muita coisa, já reví a cena zilhões de vezes, já perdi a conta de quantos pitacos distribui pela blogosfera e não consigo me convencer da inocência do inglês, digam o que digam.

Pra mim, Hamilton levou vantagem a partir do momento em que, muito espertamente, ficou colado em Raikkonen ao sair da sua Bus Stop manca, de uma perna só. Se Hamilton contornasse a chicane corretamente jamais conseguiria estar tão próximo de Raikkonen. O amigo Juliano "Kowalski" Barata explica aqui (muito melhor do que eu), de forma quase que definitiva, porque Hamilton mereceu ser punido.

E eu exerço minha habilidade bloguística aqui, na coluna que gentilmente me é cedida semanalmente pelo amigo Deivison Conceição. E lembro aos corneteiros: não tentem comparar o acontecido domingo com a garfada histórica de Suzuka-1989.

Coluna do Fábio no Esporte Zone. Comentários são bem-vindos.

segunda-feira, 8 de setembro de 2008

Bélgica - Memories

Sete vezes Schumacher

Edição 2004 da prova belga, Spa-Francorchamps.


A prova podia decidir o mundial daquele ano. E decidiu, mais uma vez a favor de Schumacher, histórica e impressionantemente 7 vezes campeão mundial de Fórmula-1. 2004 foi o último dos anos de domínio absoluto da Ferrari, mas fechou o ciclo com chave de ouro.

Ferrari campeã de construtores, Schumacher de pilotos e, posteriormente, Rubens Barrichello vice-campeão. Seria o correspondente à “Tríplice Coroa” do futebol brasileiro (campeonato estadual, Copa do Brasil e Campeonato Brasileiro). A conquista de Schumacher veio em um lugar que é especial somente por existir, mas que tem um significado ainda mais especial para o alemão. Em Spa, Schumacher estreou em 1991 e um ano depois venceu sua primeira corrida, iniciando a incrível rota que contaria com mais 90 triunfos. O hepta de Schumi parece também ter escolhido uma ocasião especial para se concretizar: foi a participação de número 700 da Ferrari na Fórmula-1.

A corrida, como de costume em Spa, foi movimentada. Trulli manteve a ponta na largada, Schumacher perdeu posições para Alonso (sim, o sistema de largada da Renault começava a apavorar) e Coulthard e caiu para o 4º posto. Barrichello, o 6º, se envolveu num toque na La Source e teve a corrida comprometida. Na seqüência vários carros se tocaram na saída da Eau-Rouge e o Safety Car foi acionado pela primeira da três vezes em que sua entrada se faria necessária.

A corrida recomeçou 4 voltas depois e um Schumacher extremamente conservador foi ultrapassado por Raikkonen na Eau-Rouge. Na mesma volta o alemão sofreu a primorosa ultrapassagem realizada por Juan Pablo Montoya e sua Williams, na Bus Stop, de forma pouco convencional. Montoya ainda repetiria a manobra contra o italiano Trulli da Renault, mas a disputa terminaria com o europeu fora da pista.

Na 11ª volta Raikkonen assumiu a liderança da prova para não mais abandoná-la. No final, um providencial Safety Car entrou em ação, graças ao estouro do pneu da Honda de Jenson Button. Schumacher fez sua última parada e se garantiu em 2º, com Montoya em 3º. O colombiano, porém teve um pneu estourado a poucas voltas do fim e Rubens Barrichelo, numa incrível recuperação, chegou ao pódio para assistir de perto à 1ª vitória de Raikkonen em 2004 e o 7º título de Schumacher.

Com os 128 pontos conquistados com o 2º lugar, Schumacher só poderia ser alcançado pelo companheiro de equipe, com 88. Mas nos critérios de desempate, Schumacher, com 12 vitórias até ali, era garantido como campeão da temporada 2004.